Sapopema

Postado dia 22/09/2013

Temis, a primeira dama, fala da luta das mulheres e trabalhadoras rurais

Silvana, prefeito Gimerson e esposa Temis
evento em Sapopema, na sexta-feira, 20
pessoal de Figueira: arte em exposição

A engenheira agrônoma Temis Juriti Gaspar havia deixado Curitiba para atuar junto a assentamentos no município de Sapopema, no norte do Paraná. Então ela começou a dar aula de Matemática e Física devido à ausência de professor àquela época, levando-a então de volta ao ensino superior. Na sequência ela fez concurso e atualmente mantém jornada de 46 horas semanais na rede estadual. E lá se vai uma história de mais de 20 anos em Sapopema.

Primeira dama daquele município, e ao lado do prefeito Gimerson de Jesus Subtil, a agrônoma e professora Temis participou do 8º Encontro de Trabalhadoras Rurais de Sapopema e Região. O evento foi organizado pela Regional 7 da Fetaep (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Paraná).

Na ocasião, ela também aproveitou para conceder entrevista, tratando de política e luta históricas das mulheres e das trabalhadoras rurais:

Revelia: Como primeira dama do município, o que a senhora conta dessa experiência acompanhando de perto o trabalho da prefeitura?

Temis Juriti Gaspar: Já faz muitos anos que o Gimerson (prefeito de Sapopema) está na política, então essa não é uma experiência nova. A gente está junto com a comunidade, o trabalho feito por essa época que ele está dentro da política, porque já foi vereador, depois vice-prefeito e agora está como prefeito. Então tem sido uma experiência ao longo dos anos, trabalhar junto com a comunidade, de ver anseios, de lutar. Mesmo antes de ele ser político, ele já corria atrás.  A formação da gente é agrícola. A gente trabalhava em um assentamento: eu, como engenheira agrônoma, também. Então a gente acompanhava isso, de todo o processo do desenvolvimento.

Revelia: Qual a importância de um evento igual a esse que reúne trabalhadoras rurais?

Temis Juriti Gaspar: Muito importante, porque ela que é a estrutura da casa, o alicerce da família. Hoje a mulher não fica só dentro de casa. Ela trabalha fora, ajuda. Então é super importante e incentiva. É de valorizar a mulher trabalhadora rural.

Revelia: Como tem avançado a luta das mulheres ao longo desses anos?

Temis Juriti Gaspar: Avançou muito. Como se diz, depois do Getúlio Vargas (ex-presidnte), muita coisa mudou. Mas ainda tem muito a avançar, porque a valorização da mulher por mais que tenha sido, a mulher ainda é vista como frágil, mão de obra mais barata. E a mulher não é frágil; ela é mais forte até do que o homem, eu acredito.

 

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