Nova Santa Bárbara

Postado dia 14/07/2013

Comandada por Coquinho, equipe Fila é composta só por africanos

do Correio 24 Horas

No tênis de mesa, ou ping-pong como se conhece em qualquer boteco, os chineses são soberanos na modalidade. Nas corridas de rua, quem comanda o esporte são os quenianos. E, há dez anos, o Brasil passou a importar os atletas mais respeitados e vitoriosos da modalidade.

A equipe Fila, com sede em Nova Santa Bárbara, interior do Paraná,  é composta apenas por africanos. Quem coordena o grupo é o ex-corredor Moacir Coquinho. Atualmente, a equipe é composta por sete corredores, cinco quenianos e dois atletas da Tanzânia. Dois quenianos da equipe, Nicholas Keter e Leah Jerotich, vão estar presentes na Meia Maratona Caixa da Bahia, no próximo dia 21, no Jardim dos Namorados. Ambos vão disputar a prova de 21 km.


A equipe funciona como uma espécie de campo de treinamento intensivo. A seleção começa em seu país natal. “Tenho um rapaz que trabalha pra mim lá no Quénia. Ele faz três avaliações com os corredores. Eu vou duas vezes no ano lá para observar os selecionados e trazer para cá”, explica Coquinho.


Aqui no Brasil, os atletas ficam em uma casa estruturada e recebem suporte médico, nutricional e físico. “Eles vêm com todas as despesas pagas e ficam com o valor dos  prêmios conquistados nas corridas. Os que se destacam mais ganham uma bolsa mensal”, completa o coordenador.


Os atletas podem ficar até seis meses na equipe, mas o tempo ideal de treinamento em solo brasileiro é de dois meses. “É o tempo que o atleta corre feliz e consegue os melhores resultados. Depois disso, tem o fator psicológico que influência. Saudade de casa, da família e o rendimento deles cai”, explica.


Em Nova Santa Bárbara, os atletas treinam em um ambiente próximo do que encontram do outro lado do oceano Atlântico. “Eles já saem da casa da equipe correndo. Vão para uma estrada de terra agrícola que tem próximo e treinam forte. Gostam, porque o clima e o terreno é bem parecido com o Quênia”, completa.


Mesmo quando voltam para a África, os atletas da equipe Fila seguem treinando sob a supervisão de Coquinho. “Passo o treino para eles de acordo com as competições que vão participar. Normalmente, voltam até com uma forma física melhor”.


Experiência
A equipe Fila tem dez anos, mas a relação de Coquinho com os africanos tem o dobro do tempo. “Fui trazendo atletas esporadicamente. Desde o tempo que morava nos Estados Unidos e na Itália, no final da minha carreira como corredor. Daí resolvi montar o meu centro de treinamento aqui no Brasil e investir nisso”, finaliza Coquinho.
No Brasil, a referência é o Cruzeiro do baiano Giomar ‘Gladiador’
A equipe Fila é a referência dos quenianos no Brasil, já o time do Cruzeiro, de Minas, é quem domina o cenário de conquistas com atletas da casa. São 21 corredores na equipe.

Um deles, o baiano Giomar Pereira, 42 anos, conhecido como Gladiador, é um dos destaques do time. Giomar acabou de ser campeão da Meia Maratona do Rio, no último dia 7, e vai buscar o bicampeonato da Meia Maratona Caixa da Bahia - foi campeão no ano passado.

Apesar de ser atleta do Cruzeiro, Giomar mora e treina em Jacobina, interior do estado. “Eles passam uma planilha que eu treino por aqui mesmo. De vez em quando, passo de 15 a 30 dias lá em Minas para treinar com o restante da equipe”, explica Giomar. Quem coordena a equipe do Cruzeiro há mais de 30 anos é Alexandre Minardi, que também já comandou a Seleção Brasileira em campeonatos Mundiais.

 

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