Norte do Paraná

Postado dia 09/01/2026 às 23:02:24

Prefeito de Assaí atropela a lei na tentativa de cassar vereador

Na tentativa de cassar o mandato do vereador Alessandro Cezar Torquato (PL), o prefeito Tuti Bomtempo (PSD) atua para transformar a Câmara Municipal de Assaí (PR) em espécie de tribunal de exceção.  

Em seu quarto mandato, o gestor Michel Ângelo Bomtempo tem histórico de pressionar e perseguir aqueles com posicionamentos contrários aos seus. Inclusive, a bancada oposicionista na Câmara é historicamente enquadrada como pessoas que “não querem o bem da cidade”. Tais vereadores não são citados, muito menos convidados para eventos oficiais.  

Ao fazer papel de acusação e juiz do caso, o prefeito pretende afastar o vereador Carlos Júnior da Silva (PL) da Comissão Processante, devido à discordância de posicionamentos. O vereador Raidar Ali Chehade (PSB) também corre o risco de ser afastado dos trabalhos finais, diante do argumento da administração municipal de que teria antecipado seu voto — contrário à cassação de Alessandro Torquato.  

Na avaliação de Torquato, o vereador Paulo Hara (PSB) deveria se considerar impedido de votar por ter filho lotado em cargo de confiança como diretor municipal.  

O vereador Carlos Júnior da Silva (PL)!criticou duramente a condução do processo. Segundo ele, o prefeito Tuti Bomtempo age de forma irregular ao usar o partido PSD como instrumento pessoal, sem consultar a cúpula partidária. “O PSD não é do prefeito. Ele não é dono do partido. Para qualquer decisão séria, deveria haver ata e discussão interna. Como pode decidir sozinho, estando inclusive fora do país?”, questionou.  

Juninho do Cartório também apontou negligência do presidente da Comissão, vereador Paulo Hara, por não ter notificado o partido sobre os pedidos de suspeição. “Quando o negócio é sério, o presidente da comissão tem que notificar o partido. E isso não foi feito. Houve negligência”, afirmou.  

O parlamentar reforçou que não há provas concretas contra Alessandro Torquato e que o processo carece de legitimidade. “Se houvesse corpo de delito, testemunho direto de agressão, eu seria o primeiro a pedir a cassação. Mas nada disso apareceu na CP (Comissão Processante). Esse processo não é sério”, disse.  

O vereador ainda destacou que seguirá atuando de cabeça erguida, mesmo diante das pressões políticas. “Não estou na política para brincar. Tenho compromisso com meu mandato e com a população de Assaí. O prefeito não é dono da cidade nem da Câmara. Somos vereadores eleitos pelo povo e não podemos aceitar irregularidades”, concluiu.

Confira a seguir:


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