Cambará

Postado dia 01/10/2013

Trens da ALL continuam levando perigo a moradores

do NP Diario

A América Latina Logística(ALL) contabilizou mais um prejuízo causado por descarrilamento de seus trens em menos de 60 dias em Cambará.

O primeiro acidente aconteceu no mês de julho, numa curva localizada na fazenda Santa Cornélia e e os vagões estavam carregados de adubos. O segundo acidente aconteceu dia 21 setembro último, na fazenda Santa Maria e estavam transportando de açúcar e álcool combustível.

O curioso é que os dois acidentes foram registrados praticamente no mesmo trecho, distantes apenas por dois quilômetros.

De acordo com o que disse o técnico de via da ALL, Carlos Henrique de Oliveira, na tarde desta terça-feira,dia primeiro, a companhia sabia dos risco de descarrilamento e havia alertado seus maquinistas sobre os problemas de restrição de dormentes no trecho. “No local do acidente, os dormentes estavam bem prejudicados por conta do fogo ateado no canavial e que invadiu os trilhos e consumiu boa parte dos dormentes” contou.

Mesmo sabendo dos riscos de descarrilamento a companhia liberou o tráfego das composições nos dois sentidos, Ourinhos/Londrina/Ourinhos.

Henrique informou que a velocidade permitida no local em condições normais é de 32km/h e foi recomendado aos maquinistas para que trafegassem no máximo a 20km/h, devido os riscos do trem sair dos trilhos. “Os laudos preliminares apontam que a composição estava na velocidade indicada pela companhia, ou seja, 20 km/h” afirmou.

De acordo com O que assegurou, a ALL enviou uma equipe para realizar uma perícia para saber as reais causas dos sinistros. As informações preliminares não apontaram problemas de bitola aberta (quando há um alargamento dos trilhos) e a condução da composição apresenta dados normais, porém a perícia ira se aprofundar no caso para apontar as reais causas do acidente. O laudo sai em 30 dias.

O trecho ficou interditado por 16 horas e foi preciso improvisar uma variante (uma espécie de desvio) para que a via fosse liberada ao tráfego.

Cerca de 50 técnicos da ALL estiveram no local dando o suporte para a liberação da via, recolhimento do açúcar derramado e o transbordo do álcool para um novo vagão.

Carlos Henrique destacou que não há risco de explosão, porém, afirmou que pelas condições da via, não é descartada novo descarrilamento no local.

O acidente aconteceu na noite do dia 21 de setembro e ninguém se feriu.No outro acidente, que aconteceu em julho, também não houve feridos, apenas danos materiais e vazamento de adubos.

A série de acidentes envolvendo trens da ALL que administra o trecho abre a discussão sobre a segurança das famílias cambaraenses que vivem à margem da ferrovia. A crescente onda de descarrilamento acende o farol vermelho para a questão.

A ferrovia corta vários bairros populosos em Cambará como a Vila Rubim e Popular Nova.  

Não precisa ser um perito em linhas férreas para perceber que os dormentes que sustentam as toneladas de ferros que trafegam pelo nosso município estão precários. As autoridades devem tomar providencias e rápido, antes que uma tragédia caia sobre as famílias cambaraenses.   

 No primeiro acidente, os três vagões que tombara a margem da via férrea ainda não foram recolhidos.

 


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