Santa Amélia

Postado dia 27/09/2013

Eleitores entram em confronto com vereadores durante sessão

do G1

Durante uma sessão da Câmara de Vereadores de Santa Amélia, na região norte do Paraná, eleitores e vereadores bateram boca por causa de um projeto de lei, que foi encaminhado pela prefeitura. No projeto, o prefeito Jarbas Carnelossi (PV) pede autorização para que o município contraia um empréstimo de R$ 1,4 milhão para a recuperação do asfalto no município. A discussão foi na segunda-feira (23 ) e demorou mais de dez minutos.

Tudo começou logo que os vereadores se reuniram e anunciaram a pauta do dia. Como o projeto não foi anunciado, a população começou a pedir pela votação e a discussão só acabou depois que o presidente da Casa, Vanderlei Diniz da Luz (PDT), decidiu encerrar a sessão.

Segundo o costureiro Fernando Pelon, que acompanhava a sessão, a população se reuniu para pressionar os vereadores a votarem o projeto, e segundo ele, como o projeto não foi anunciado todos se revoltaram. “Os vereadores eram contra o projeto, mas todo mundo quer novo asfalto na cidade, a situação está complicada”, conta o costureiro.

Segundo o presidente da Câmara, o projeto não entrou em pauta porque os parlamentares entenderam que antes da aprovação de um empréstimo para a recuperação da pavimentação há outras demandas mais importantes. “O Centro de Educação Infantil não tem mais espaço para abrigar todas as crianças, precisa de mais salas de aula. O ginásio de esportes está interditado e precisa ser reconstruído. A saúde na cidade está um caos, não tem ambulância e por isso não iríamos votar”, explica o presidente da Câmara dos Vereadores de  Santa Amélia.

Diniz da Luz ainda acrescenta que a situação da malha viária no município é preocupante, mas pelo entendimento do legislativo, o prefeito deveria se dedicar a melhorar as áreas primordiais e que estão com mais problemas. Ainda segundo ele, a presença dos eleitores na sessão se deve a interesses políticos. “As pessoas que estavam aqui estavam por cunho politico, muitas delas achavam que a votação seria para aprovar o projeto da pavimentação, mas na realidade era apenas para autorizar o financiamento que o município fará junto ao Governo do Estado”, relata Diniz da Luz.

Em contrapartida, o prefeito Jarbas Carnelossi (PV) argumenta que 80% do asfalto no município está deteriorado e que a população está tendo prejuízos porque a malha viária não é adequada. Segundo o prefeito, com o empréstimo, 40% da cidade será recapeada e novas calçadas serão instaladas. “Se não fizermos esse empréstimo, não vamos conseguir recuperar a pavimentação da cidade. A prefeitura depende desse dinheiro para poder colocar a cidade em ordem, e poder realizar outras obras necessárias”, declara Carnelossi.

Conforme o prefeito, até dezembro de 2013, duas novas salas de aulas serão inauguradas no Centro de Educação Infantil e uma sala será construída na Escola Municipal. O município também encaminhou um projeto para o Governo Federal solicitando R$ 500 mil para um projeto de construção de um novo ginásio de esportes, mas até agora não recebeu resposta.

Quanto a situação da saúde, Carnelossi informou que o município vai receber do Governo do Estado uma nova ambulância em outubro. Além disso, a cidade recebeu R$ 300 mil do Programa Estadual de Auxilio aos Municípios para a compra de três vans e um carro destinados a Secretaria Municipal de Saúde.

“A cidade está deteriorada e, desde que assumi, a prioridade foi colocar as contas em ordem, uma vez que tínhamos muitas dívidas. Depois de resolvido esse problema, agora precisamos desse empréstimo para darmos continuidade a nossa administração”, acrescenta o prefeito Carnelossi.

Projeto será votado
O presidente da Câmara afirma que os vereadores realizam desde terça-feira (24) reuniões para tentar encontrar uma solução e que na sexta-feira (27), às 20h, votarão o projeto de financiamento. “Nós chegamos a um consenso que só vamos aprovar o financiamento se o prefeito garantir que fará as outras obras que a cidade tanto precisa”, constata.

Para o prefeito, foi a pressão da população teve efeito. “Nós pedimos para a população se manifestar e o resultado foi positivo. Se não fosse o povo, o projeto ainda estaria parado na Câmara”, finaliza o Jarbas Carnelossi (PV).


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