Norte do Paraná

Postado dia 07/10/2026 às 10:37:25

André Vargas fica como quarto suplente: 34.619 votos

Natural de Assaí (PR), o ex-deputado federal André Vargas (PT), de 62 anos, primeiro político condenado na Operação Lava-Jato, não conseguiu se eleger novamente para o cargo neste domingo, no Paraná. Vargas chegou a ser preso por três anos, entre 2015 e 2018, mas teve sua sentença anulada após o Supremo Tribunal Federal (STF) entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso.

Com 34.619 votos, ele ficou como quarto suplente em seu partido, PT, atrás dos cinco eleitos Ana Júlia (que obteve 184.691 votos), Zeca Dirceu (160.650), Renato Freitas (115.227), Carol Dartora (101.823) e Arilson Chiorato (77.671). À frente de Vargas terminaram também os suplentes Tadeu Veneri (57.105), Welter (44.863) e Luciana Rafagnin (43.547).

Ex-vereador de Londrina (2001/2002), ex-deputado estadual (2003/2007) e deputado federal por dois mandatos consecutivos, eleito em 2006 (com 83.222 votos) e em 2010 (com 151.769 votos, o terceiro melhor resultado do Paraná à época), Vargas chegou a ser vice-presidente da Câmara Federal entre 2013 e 2014. Na ocasião, renunciou ao mandato pressionado pelo PT na época, depois que seu nome apareceu, na primeira fase da Lava-Jato, ligado a Alberto Youssef. Ele teria viajado em um jatinho do doleiro e sido flagrado intermediando interesses de Youssef no Ministério da Saúde.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-deputado teria recebido propina de uma agência de publicidade e de uma empresa de tecnologia para que fossem contratadas para prestar serviços à pasta da Saúde e à Caixa Econômica Federal.

Em 2015, ele foi condenado pela primeira vez a 14 anos e quatro meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo então juiz Sergio Moro, na Justiça Federal de Curitiba. Vargas foi preso ainda em abril daquele ano.

Em 2017 e 2018, o ex-deputado foi condenado novamente por lavagem de dinheiro em outras ações penais. Na segunda instância, a condenação de Vargas foi mantida para os crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, mas o ex-parlamentar foi absolvido de uma suposta declaração subfaturada na aquisição de um imóvel em Londrina (PR) com dinheiro ilícito por falta de provas.

Somadas, as penas de Vargas chegaram a 19 anos e dez meses de prisão. Em outubro de 2018, porém, ele deixou a cadeia após obter progressão de regime em virtude do cumprimento de mais de um terço da pena. Para ter direito ao benefício, ele precisou pagar cerca de R$ 1,1 milhão a título de ressarcimento de danos, valor que foi parcelado em 72 vezes.

Em 2023, em um revés do caso, a condenação de Vargas foi anulada pelo STF após a Corte entender que Moro não tinha competência para avaliar o caso, uma vez que as acusações não tinham ligação direta com o esquema de desvios da Petrobras apurados na Lava-Jato, mesmo motivo que levou à anulação das condenações de Lula.


comente esta matéria »

Copyright © 2010 - 2026 - Revelia Eventos - Cornélio Procópio - PR Desenvolvimento AbusarWeb.com.br