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Norte do Paraná
Postado dia 16/07/2026 às 12:53:35
Praça ficou sem árvores por causa de usuários de drogas e vandalismo, diz padre
Com previsão de reinauguração em 26 de julho de 2026 (domingo), após obra milionária de revitalização, a Praça Giuliano Ricardo Bravi, de Assaí (PR), é motivo de crítica de populares, devido à ausência de bancos e de árvores frondosas, capazes de fornecer adequada sombra para frequentadores daquele logradouro. E a origem do problema remonta a uma história de mais de dois anos.
Em dezembro de 2023, ao encaminhar pedido para que a administração Tuti Bomtempo (PSD) fizesse a arrancada de árvores da praça central, o padre João Carlos Santos, da Paróquia São José, alegou que muitas pessoas vinham reclamando da questão da segurança.
Segundo o líder católico, usuários de drogas se aproveitavam das sombras e da escuridão à noite, provocando medo nos fiéis que vão às missas, na Igreja da Matriz.
O padre acrescentou ainda que a escuridão no local acontecia também por causa de vandalismo. "A noite está perigoso porque coloca a prefeitura, coloca luz, logo alguém vem e quebra. Então, infelizmente, uma semana fica com luz, na outra já está tudo escuro. Não tem como passar ali à noite. E muitas pessoas têm reclamado a questão da segurança", comentou.
Ainda em novembro de 2023, diante da polêmica sobre o possível corte, o padre João Carlos havia afirmado que muitas árvores estavam doentes e encobriam a igreja. Segundo ele, por serem árvores de bosque e não de praça, seria necessário removê-las para a reforma do espaço. As palmeiras, consideradas a parte mais bonita, e alguns ipês e espécies protegidas por lei, permaneceriam.
Também diante da polêmica instaurada em torno do assunto, populares ainda encontraram pequenos furos em troncos de árvores retiradas daquela praça, localizada na avenida Rio de Janeiro, na região central de Assaí. Sinal de que foram envenenadas de propósito por terceiros interessados em retirá-las de lá.




