Política

Postado dia 24/04/2026 às 00:41:07

Quem assumirá o governo estadual no Amazonas e no Rio de Janeiro

Amazonas e Rio de Janeiro vivem momentos de transição política semelhantes. Em ambos os estados, governadores e vices deixaram os cargos em 2026 para disputar as eleições gerais de outubro, abrindo espaço para interinidades e disputas jurídicas.

No Amazonas, Wilson Lima (União Brasil) e Tadeu de Souza (Progressistas) renunciaram em 4 de abril. Com a dupla vacância, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), assumiu o governo interinamente na mesma data. A Constituição estadual determina eleição indireta em até 30 dias, marcada para 4 de maio, quando os deputados escolherão governador e vice para mandato-tampão até dezembro.

No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) renunciou em 23 de março de 2026 para disputar as eleições. O vice, Thiago Pampolha (MDB), havia renunciado em dezembro de 2025 para assumir vaga como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar, estava preso desde dezembro de 2025 (Operação Unha e Carne), afastado do cargo. Diante da dupla vacância, o Supremo Tribunal Federal determinou que o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumisse o governo interinamente em 24 de março de 2026, até que haja definição sobre a realização de eleição indireta.

O julgamento no STF segue em andamento: o placar estava em 4 a 1 a favor da eleição indireta, mas o processo foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino. Os ministros discutem se a sucessão automática pelo presidente da Assembleia é constitucional ou se deve prevalecer o modelo da Constituição Federal, que prevê eleição indireta nos últimos dois anos de mandato. Enquanto isso, Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj em 17 de abril de 2026, mas permanece apenas no comando do Legislativo, sem assumir o Executivo.

Assim, os dois estados caminham para eleições indiretas em 2026, ainda que em ritmos diferentes: no Amazonas, o processo já está regulamentado e com data definida; no Rio de Janeiro, a decisão depende do desfecho no STF. O cenário evidencia como diferentes Constituições estaduais lidam com a vacância simultânea de governador e vice, mas também como o Judiciário tem atuado para garantir legitimidade na escolha dos novos mandatários.


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