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Norte do Paraná
Postado dia 24/03/2026 às 14:02:11
Projeto de Filipe Barros beneficia Banco Master e impõe bilhões ao sistema financeiro
Em novembro de 2024, o deputado Filipe Barros (PL-PR) apresentou o PL 4395/2024, que ampliava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A proposta surgiu em meio à crise do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após consumir bilhões do fundo. Em janeiro de 2026, Barros retirou o projeto, em meio à negativa de que não estaria defendendo interesses do banco Master e, sim, “o investidor brasileiro, em especial, o pequeno e médio poupador contra operadores irresponsáveis, aventureiros financeiros e estelionatários travestidos de banqueiros”.
Até março de 2026, o FGC já desembolsou R$ 39 bilhões para 689 mil credores do Master, Master de Investimentos e Letsbank — 96% do valor previsto. Com Will Bank e Banco Pleno, o impacto chega a R$ 52 bilhões, exigindo antecipação de até 84 meses de contribuições dos bancos associados.
Especialistas apontam que os altos limites de garantia permitiram ao Master captar recursos com CDBs de até 120% do CDI, modelo considerado insustentável e que levou a um plano de recapitalização de R$ 55 bilhões. Os grandes bancos, que financiam o FGC, devem aportar R$ 30 bilhões nos próximos meses, dentro de um pacote emergencial de R$ 32,5 bilhões.




