Veja Também -
Centrão e PSD avaliam Ratinho Júnior para presidente como 'alternativa à polarização'
Entrega de triciclos na Paraíba evidencia atraso frente a soluções modernas de reciclagem
Deputados de Alagoas discutem projeto que cria auxílios para população em situação de rua
Deputado Diego Garcia recomenda manutenção do mandato de Carla Zambelli
Rateio do Fundeb destina R$ 20 mil para cada trabalhador da Educação- Veja + Política
Política
Postado dia 21/08/2020 às 20:02:31
PSDB desiste de candidatura própria em Curitiba e indica apoio a Francischini
O xadrez político nacional já interfere nas alianças que estão sendo costuradas nas capitais brasileiras para as eleições de novembro. Em Curitiba, o primeiro sinal disso está no apoio do PSDB à candidatura do deputado estadual Fernando Francischini (PSL) para a prefeitura da capital. Fontes da cúpula nacional do PSDB relataram à Gazeta do Povo que já há um acordo para que os tucanos em Curitiba fechem uma aliança com Francischini. Em troca, o PSL de Francischini deve apoiar candidaturas tucanas em duas capitais, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e em Teresina, no Piauí.
Com a segunda maior bancada de deputados federais em Brasília – perdendo apenas para o PT –, o PSL sai com um Fundo Eleitoral turbinado para as eleições de novembro próximo, com mais dinheiro para as campanhas eleitorais de filiados e aliados. Em Porto Alegre, o atual prefeito, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), deve tentar a reeleição, com o respaldo do PSL. Em Teresina, o grupo político liderado pelo atual prefeito, Firmino Filho (PSDB), deve indicar um nome para a disputa, também com apoio do PSL.
Em Curitiba, o PSDB chegou a ensaiar candidatura própria, com Edson Lau na cabeça de chapa. Ligado à Juventude do PSDB, Lau atuava como assessor do bloco do PSDB na Assembleia Legislativa, comandado pelo deputado estadual Michele Caputo, e chegou a se desincompatibilizar do cargo público para disputar as eleições de novembro. Na noite desta quinta-feira (20), contudo, Lau comunicou a correligionários que não vai mais se lançar candidato.
Sem afinidade com Francischini, Lau não deve ser indicado para compor a chapa como candidato a vice. Lau possivelmente assumirá alguma nova função dentro do partido político, em âmbito nacional.
Embora relatem preferir a candidatura própria, tucanos em Curitiba reconhecem a força da cúpula do partido político nas decisões regionais. A aliança com o PSL também ganhou corpo por influência do deputado federal paranaense Felipe Francischini, que é filho de Fernando Francischini e líder do bloco do PSL na Câmara dos Deputados. A família Francischini também é bastante próxima do presidente nacional do PSL, o deputado federal por Pernambuco Luciano Bivar.
Em Curitiba, a possível aliança entre PSDB e PSL também representa uma derrota a Rafael Greca (DEM), que teve o apoio dos tucanos nas eleições de 2016, inclusive com a indicação de Eduardo Pimentel na cadeira de vice. Recentemente, Pimentel trocou o PSDB pelo PSD do governador do Paraná, Ratinho Junior, mas a sua permanência na chapa de Greca ainda é uma incógnita, já que o deputado federal Ney Leprevost garante que vai sair candidato a prefeito de Curitiba pelo PSD."




