Veja Também -
Igor Oliveira: inovação atinge crianças, jovens, adultos e alunos da Apae
FATO OU FAKE? Assaí iria criar primeira escola de pilotagem de drones do Brasil
Secretário afirma que Assaí implantou usina de biodiesel
Paraná tem 32 municípios sob risco de perder verba do Fundeb em 2027
Convênio entre Ciedepar a Itaipu vai oferecer 7 mil vagas gratuitas em pós-graduação- Veja + Norte do Paraná
Norte do Paraná
Postado dia 30/03/2021 às 14:13:53
Vereador propõe tratamento precoce com medicamentos 'eficazes'
A Associação Médica Brasileira (AMB) condena uso de cloroquina e outros remédios sem eficácia contra a covid-19, mas o vereador Clésio Cruz quer que o município de Assai invista recursos públicos para oferta de tratamento precoce à população local.
De acordo com proposta datada de 26 de março de 2021, o edil deseja que "o Poder Executivo viabilize, através da Secretaria Municipal de Saúde, de conformidade com seus profissionais, avaliem a possibilidade, inclusive orçamentária, de adoção de medidas e estudos técnicos para fornecimento à população do Município de Assai que tiver interesse voluntário, para que tenha acesso ao kit de Tratamento Precoce com medicamentos aprovados pelo Protocolo de Saúde de combate a Covid-19, através de fornecimento de medicamentos reconhecidos como eficazes no combate da doença".
Como justificativa para tal indicação, Cruz defende que o "Ministério Saúde tem adotado e implementado a adoção de uma serie de medicamentos para tratamento dos sintomas leves da Covid-19, e esse tratamento, por vezes se torna essencial para garantia da melhora dos pacientes, assim, o Governo Federal, conforme Protocolo de Tratamento verificou a utilização de fármacos medicamentosos".
Clésio Cruz também se equivoca quanto à suposta eficácia de tais medicamentos. Inclusive o Conselho Nacional de Saúde (CNS) já encaminhou ofício ao Ministério da Saúde pedindo a revogação de qualquer instrumento (nota técnica, nota informativa, orientações, protocolos ou ofícios) que incentive o uso de medicamentos para Covid-19, sem eficácia e seguranças comprovadas e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).




