Norte do Paraná

Postado dia 24/06/2019 às 14:56:55

Cidade de Assai anda carente de sonhos e de sonhadores

Um dia Assaí sonhou em ter relevância no cenário estadual, na condição de capital nacional do algodão, com sua quase dezena de indústrias beneficiadoras do “ouro branco” e milhares de empregos criados, ficando o município entre as maiores arrecadação de impostos do Paraná.

Dormindo então em berços esplêndidos, Assaí esqueceu de transformar a riqueza advinda do algodão em implantação de novas plantas industriais aproveitando aquela cadeia. Passo decisivo – mas um pouco tardio – foi a vinda da unidade de fiação da então cooperativa Cotia, ainda na gestão do prefeito Severino Félix Pessoa.

A cidade perdeu então o bonde da história que, com investimento na cadeia do algodão, poderia ter se firmado como importante polo nacional do vestiário e confecção.

Um dia empreendedores de Assaí sonharam com uma empresa chamada Ouro Branco, fundada em 5 de junho de 1947, que, posteriormente, transferiu-se para Londrina, e passou a pertencer ao grupo Viação Garcia.

Ainda durante o mandato do prefeito Michel Angelo Tuti Bomtempo (2005/2008 e 2009/2012), Assaí sonhou em ter um castelo japonês para geração de emprego e renda, assim como o Centro de Eventos Toyosaburo Ikeda, visando ao turismo de eventos.

Mas Assaí ultimamente anda sem sonhos. Qual o grande sonho proposto à população da cidade? Não pode ser asfaltar e tapar buracos na rua. Um sonho não pode ser uma coisa corriqueira, medíocre. Também grandes festas, com ingressos caros, com barracas só de outras localidades, durante três a quatro dias por ano, também não vale.

Um sonho é algo ambicioso, que pode levar a cidade a um outro patamar. Quais são as propostas urbanas para Assaí? Quais os projetos estratégicos para o desenvolvimento socioeconômico do município?

Sonhar não é fácil, ainda mais sonhar uma cidade. Exige preparo, conhecimento, discernimento e disposição. No entanto, vê-se ainda, em Assai, uma cidade mal cuidada, mal amada, de auto estima defenestrada a cada dia, por meio da rede social, por parte de muitos de seus filhos.

Como já repetia Orlando Câmara, quem não conhece diamantes pode achar que o vidro é a mesma coisa, e que sonhar com um ou com outro tanto faz.

Principalmente no momento em que se avizinha as eleições municipais, de outubro de 2020, é preciso sonhar novamente, principalmente sonhos ambiciosos e realizáveis.

Assai anda carente de sonhos e de sonhadores. Mas deve se ter cuidado para não confundir sonho com ilusão, nem sonhador com ilusionista.

Pensar e sonhar a cidade é fundamental. De minha parte, sonho ainda com uma Assaí “grande”.

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