Norte do Paraná

Postado dia 12/06/2026 às 21:15:01

Quanto vai custar o Escritório da UEL para os contribuintes de Assaí

A prefeitura de Assaí (PR) arcará integralmente com todos os custos operacionais do novo escritório da UEL (Universidade Estadual de Londrin), incluindo transporte, suporte administrativo e manutenção de um prédio de 1.555 metros quadrados. O convênio de contrapartida mútua prevê que o município ceda o imóvel por 20 anos e ainda banque as despesas do dia a dia. A UEL, por sua vez, limita-se a "injetar capital intelectual", sem aporte financeiro. O governador Ratinho Junior comemorou a iniciativa como um "passo histórico", mas a conta pesada fica exclusivamente para os cofres municipais.

O grande problema é que uma universidade estadual, mantida com impostos estaduais, pretende expandir seus horizontes às custas de um município de apenas 15 mil habitantes. Espera-se que o governo do Paraná se responsabilize por financiar a interiorização do ensino, e não transferir esse ônus para prefeituras já sobrecarregadas. A estrutura da UEL em Assaí consolida a presença da universidade na região sem que o estado arque com os custos básicos de manutenção, o que representa uma oneração indevida dos cofres públicos municipais.

Embora o discurso do governador Ratinho Junior aponte a iniciativa como estratégica para o desenvolvimento e a inovação, a realidade é que o governo estadual se exime de um compromisso financeiro direto. Transferir a responsabilidade por infraestrutura e custeio para a prefeitura local joga sobre o contribuinte assaiense um peso que deveria ser compartilhado por toda a sociedade paranaense.

A transferência desses custos significa uma forma de precarização. O estado se exime de sua responsabilidade ao transferir despesas que lhe são inerentes. Assaí não pode arcar sozinha com o custo de manter uma estrutura que, por direito, deveria ser bancada com recursos estaduais. A "interiorização" não pode ser sinônimo de transferência de custos.

Portanto, o novo escritório da UEL em Assaí, embora aparentemente benéfico para a comunidade, representa um ônus financeiro indevido para o município. O governo estadual, ao invés de se omitir, deveria arcar com os custos de manutenção dessa extensão, aliviando os cofres públicos municipais. A população assaiense não pode ser penalizada por uma decisão política que beneficia toda a região.

 


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