Veja Também -
Projeto de lei de Assaí que cria cargo de R$ 17,5 mil está irregular
Prefeitura de Assaí foi obrigada a ampliar jornada de pessoal do prédio-sede
Assaí demonstra que não é uma das sete comunidades mais inteligentes do mundo
Cargo com salário de R$ 17,5 mil não atende à população, afirma vereador de Assaí
Vereador denuncia negativa de entrega de leite e remédios para famílias em Assaí- Veja + Norte do Paraná
Norte do Paraná
Postado dia 29/05/2026 às 11:54:05
Cargo com salário de R$ 17,5 mil não atende à população, afirma vereador de Assaí
O vereador Alessandro Cezar Torquato (PL), de Assaí (PR), criticou publicamente o projeto de lei encaminhado pelo prefeito Tuti Bomtempo (PSD) à Câmara Municipal, que prevê a criação de novos cargos comissionados, incluindo um posto com salário de R$ 17,5 mil. Segundo o parlamentar, trata-se de uma medida que não atende às necessidades da população e representa um privilégio destinado a aliados políticos. “Não é para contratar médico, não é para melhorar a vida do servidor concursado. É para criar um super cargo de R$ 17.500,00 para agradar o prefeito”, afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais.
Torquato destacou que os servidores efetivos, que conquistaram suas vagas por concurso público, enfrentam cortes de benefícios e dificuldades no dia a dia, enquanto a proposta do Executivo destina recursos elevados a funções de confiança. Ele lembrou que trabalhadores da cidade recebem salários muito inferiores, muitas vezes abaixo de R$ 3 mil, e seriam os responsáveis por custear, com seus impostos, o novo cargo comissionado. “Você que camela, que acorda de madrugada para trabalhar em Londrina ou Cambé, vai pagar esse salário absurdo”, criticou.
O vereador pediu que o projeto não seja colocado em pauta. Ele também alertou que, caso seja levado à votação, a imprensa será chamada para acompanhar e expor os parlamentares que se posicionarem a favor da medida. Para Torquato, aprovar a criação do cargo seria um “desastre para a população de Assaí”, desviando recursos que deveriam ser aplicados em obras e serviços públicos essenciais. Torquato ainda fez apelo ao bom senso dos colegas vereadores para barrar o projeto e impedir o que classificou como “arbitrariedade”.
Confira a seguir:




