Política

Postado dia 05/10/2026 às 03:06:34

Puxada por mulheres de direita, bancada feminina no Senado cresce 80%

Puxada pela eleição de parlamentares de direita, a bancada feminina do Senado de 2027 será 80% maior do que aquela que começou a legislatura anterior, em 2023. Nesrte domingo (4), foram eleitas 12 senadoras, recorde de participação feminina na Casa.

Deverão atuar a partir de 2027, 18 mulheres no Senado, chegando a 22,2% do total de cadeiras. No início de 2023, eram dez senadoras - quatro eleitas e seis remanescentes.

Apesar do recorde, o percentual ainda está muito abaixo da proporção de mulheres na população brasileira, de 51,5%. Estavam em disputa 54 vagas, dois terços da Casa.

Além disso, com Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) eleitas pelo Distrito Federal, a Casa terá sua primeira bancada totalmente feminina na história. Completa o trio Damares Alves (Republicanos), que foi eleita em 2022 e tem mais quatro anos de mandato.

A alta foi puxada pela eleição de parlamentares da direita; entre as 12 senadoras, sete são filiadas ao PL, Republicanos, Podemos, PSDB e União Brasil. Outras quatro pertencem a partidos de esquerda. Elas são Marília Campos (PT-MG), Samanda de Lula (PT-RN), Marília Arraes (PDT-PE) e Luizianne (Rede-CE). Apenas uma senadiira, Teresa Surita (RR), é do MDB, classificado como centro.

Entre os partidos, o PL lidera a conta com três novas parlamentares. Além de Kicis e Michelle no DF, o partido elegeu Caroline de Toni em Santa Catarina. O PT vem em seguida, com duas eleitas: Marília Campos e Samanda de Lula, que desbancou a atual senadora Zenaide Maia (PSD-RN).

Em 2022, quatro mulheres chegaram à Casa. Além de Damares, assumiram mandatos Teresa Cristina (PP-MS), Teresa Leitão (PT-PE) e Professora Dorinha (União-TO). Foram quatro eleitas no total de 27 vagas. Outras duas senadoras permanecem na Casa por mais quatro anos após terem assumido definitivamente cargos de suplência: Lourdinha Pereira (PSB-MA), Jussara Lima (PSD-PI).

Atualmente, há 15 mulheres exercendo o mandato.

Duas delas concorreram cono suplentes na eleição de 2026: Daniela Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley (Republicanos), e Dra. Eudócia (PSDB-AL), com Marina JHC (PSDB). Nabor, pai do presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), não se elegeu. Já Marina, eposa de JHC, eleito governador de Alagoas, conseguiu a vaga.

Além de Zenaide, outras três senadoras que tentavam a reeleição não obtiveram o número necessário de votos. Elas são Eliziane Gama (PT-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Leila Barros (PDT-DF), também conhecida como Leila do Volei.

Outras duas se candidataram a outros cargos. É o caso de Mara Gabrilli (PSD) que concorreu à Assemleia Legislativva de São Paulo, e Roberta Acioly (Republicanos-RR), a deputada federal. Professora Dorinha (União) vai disputar o segundo turno pelo governo do Tocantins, após sair à frente de Vicentinho Júnior (PSDB), neste domingo (4), e pode deixar a Casa se eleita - neste caso, assumiria a Professora Lu (União Brasil), mantendo o mesmo número de mulheres. Ivete da Silveira (MDB-SC) não concorreu a nenhuma posição e terminará seu mandato em fevereiro de 2027.

Com isso, apenas seis mulheres que estão em exercício atualmente no Senado se manterão na nova legislatura.

A primeira mulher senadora foi Eunice Michiles (AM), que assumiu a cadeira em 1979, ainda durante a ditadura militar. Desde então, a presença feminina avançou de forma gradual, mas permanece minoritária.

A desigualdade de gênero no Senado virou notícia em 2016, quando foi aberto o primeiro banheiro feminino do plenário da Casa. Até aquele ano, elas precisavam usar um lavatório localizado no chamado "cafezinho", lanchonere adjacente ao plenário onde os parlamentares fazem refeições. O prédio do Congresso foi inaugurado em 1960, quando não havia nenhuma senadora.

ELEITAS EM OUTUBRO DE 2026

AC Mara Rocha (Republicanos)
AL Marina JHC (PSDB)
AP Rayssa Furlan (Podemos)
CE Luizianne (Rede)
DF Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (ambas do PL)
GO Gracinha Caiado (União)
MG Marília Campos (PT)
PE Marília Arraes (PDT)
RN Samanda de Lula (PT)
RR Teresa Surita (MDB)
SC Carol de Toni (PL) 


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