Segundo a candidata, os vídeos ficaram mais de 22 horas no ar a partir do dia 11 de setembro, com cerca de 1,9 milhão de interações, com um custo estimado de R$ 26,5 mil. Barros recebeu R$ 3,8 milhões do Fundo Especial de Financiamento Eleitoral e declarou gastos de R$ 660 mil com impulsionamentos no Facebook nesta campanha.
Nos vídeos, Barros criticou Gleisi por sua ausência no debate do portal Plural, marcado para o dia 11. Ela havia confirmado presença para debater com Filipe Barros, mas anunciou sua desistência alegando que o adversária vinha fazendo uma campanha muito agressiva contra ela. O candidato e apoiadores gravaram vídeos em que Gleisi Hoffman é chamada de "covarde" e "fujona".
A desembargadora federal Cláudia Cristina Cristofani multou Barros em R$ 5 mil por vídeo publicado, totalizando R$ 20 mil. "A circunstância de a expressão 'covarde' ter sido pronunciada por terceiros não afasta a responsabilidade do representado pelo impulsionamento do conteúdo audiovisual. A infração não decorre da autoria verbal da expressão, mas da contratação da divulgação remunerada de propaganda eleitoral negativa, conduta vedada pelo art. 28, § 7º-A, da Resolução-TSE nº 23.610/2019", afirmou a juíza auxiliar o TRE-PR.




