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Geral
Postado dia 21/08/2026 às 11:16:00
Do Escudo das Américas à Rota da Seda: a dominação de EUA e China
O "Escudo das Américas", lançado por Donald Trump, consolida a hegemonia dos Estados Unidos no continente sob o pretexto de combater o "narcoterrorismo". A iniciativa, que já conta com a adesão de dezenove países, prevê o compartilhamento de inteligência e operações militares conjuntas, permitindo que as Forças Armadas americanas atuem em territórios de nações aliadas. No entanto, a proposta representa uma relação assimétrica e uma manobra para impor a agenda de Washington, retomando o espírito intervencionista da Doutrina Monroe e do "Big Stick".
Este movimento faz parte da chamada "Doutrina Donroe" , que reafirma a América Latina como zona de influência exclusiva dos EUA, mirando diretamente o avanço da China na região. Para conter a crescente presença econômica e os investimentos chineses no continente, a Casa Branca utiliza uma estratégia que combina pressão militar com a oferta de recompensas a governos alinhados. A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro foi um exemplo da nova abordagem, com Trump deixando claro o interesse em recursos estratégicos, como o petróleo venezuelano.
Em paralelo, a estratégia comercial de Trump, com a imposição de tarifas protecionistas, complementa a ofensiva geopolítica para reorganizar as cadeias globais de valor. O objetivo é atrair investimentos e fortalecer economias aliadas na região, criando um mercado mais atraente para os EUA em detrimento da influência chinesa. Para os especialistas, a região é vista menos como um parceiro e mais como uma fonte de ameaças, como imigração e tráfico, que precisam ser controladas.
Enquanto a China expande sua "Rota da Seda" na América Latina com investimentos em infraestrutura e comércio, a estratégia de Trump, com o "Escudo das Américas", representa uma resposta direta para reafirmar a primazia dos EUA. A tentativa de Washington é clara: usar seu poderio militar e sua influência política para conter o crescimento chinês e assegurar o controle sobre os recursos e o mercado latino-americano, tornando a região um palco central da disputa hegemônica entre as duas superpotências .




