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Geral
Postado dia 06/04/2026 às 12:25:20
Incêndio em Paranaguá reacende lembrança da tragédia de Notre-Dame
O incêndio que destruiu parte do Instituto Estadual de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá (PR), em 4 de abril de 2026, trouxe à memória a tragédia que atingiu a Catedral de Notre-Dame, em Paris, em 15 de abril de 2019. Assim como ocorreu na França, políticos do Paraná se manifestaram em redes sociais lamentando a perda do patrimônio histórico e cobrando medidas de restauração. Entre eles, os deputados federal Diego Garcia e e estadual Alexandre Curi destacaram a relevância cultural e educacional do prédio inaugurado em 1927 e tombado em 1991. O governador Ratinho Júnior (PSD) anunciou a criação de uma força-tarefa para avaliar os danos e coordenar a reconstrução daquele prédio histórico.
A comparação, no entanto, levanta uma questão central: será que as manifestações locais se transformarão em mobilização concreta, como ocorreu em Paris, ou ficarão restritas ao campo do discurso? No caso da Notre-Dame, a comoção internacional resultou em uma onda de solidariedade que garantiu doações bilionárias. Grandes empresários franceses, como Bernard Arnault (€ 200 milhões), François-Henri Pinault (€ 100 milhões) e a família Bettencourt (€ 200 milhões), lideraram os aportes. A brasileira Lily Safra também contribuiu, mas enfrentou críticas no Brasil por sua decisão.
A reconstrução da catedral custou cerca de € 850 milhões e se tornou símbolo de união em torno da preservação cultural. Após cinco anos de obras, a reinauguração ocorreu em 7 de dezembro de 2024, em cerimônia internacional que marcou a retomada de um dos maiores ícones da arquitetura gótica mundial. O episódio mostrou que tragédias patrimoniais podem gerar não apenas lamentos, mas também ações concretas de recuperação.
Em Paranaguá, resta saber se o centenário do instituto, previsto para 2027, será celebrado em um espaço restaurado ou se a memória ficará marcada pela ausência. A mobilização política e social nos próximos meses será decisiva para definir se o incêndio entrará para a história apenas como uma tragédia ou como o ponto de partida para uma reconstrução coletiva, à altura da importância cultural do prédio para o Paraná.




