Veja Também -
Alunos da rede estadual podem se inscrever no programa Jovem Senador até sexta
Rodoviária de Campo Mourão não tem espaço para alimentação
Incêndio em Paranaguá reacende lembrança da tragédia de Notre-Dame
Cidade do Paraná reduz em 27% o número de dependentes do Bolsa Família em um ano
O que o Paraguai faz de melhor: PIX nos caixas eletrônicos- Veja + Geral
Geral
Postado dia 29/03/2026 às 11:47:37
Como Ratinho Júnior militarizou a educação e ignorou denúncias de assédio
A gestão de Ratinho Júnior (PSD) no Paraná comemora o primeiro lugar no Ideb, mas mantém um modelo educacional controverso: as escolas cívico-militares. O estado lidera o ranking nacional com 345 unidades, porém, por trás do discurso de "disciplina e segurança", escondem-se casos graves de violência e omissão estatal .
Casos recentes expõem a fragilidade do programa. Em Cornélio Procópio, um monitor militar foi denunciado por estupro de vulnerável após tocar em nove meninas de 11 a 13 anos. Mesmo com as denúncias em 2023, o governo estadual manteve o acusado na escola por quase dois anos, transferindo-o apenas para funções administrativas .
A situação se repete em outras cidades. Em Toledo, um militar aposentado apontou uma arma para o rosto de uma funcionária de 65 anos dentro da escola, na frente de alunos. Em Capitão Leônidas Marques, outro funcionário foi denunciado por estupro contra três adolescentes de 12 e 13 anos .
A falta de transparência agrava o problema. Enquanto escolas civis têm dados abertos sobre assédio, a Secretaria da Segurança Pública nega acesso às investigações contra militares, alegando sigilo. Mais de 300 monitores já foram desligados, mas os motivos não são divulgados .
O governo responde com dados de aprovação e recua para o discurso da "melhor educação do Brasil", ignorando que a permanência de acusados no ambiente escolar retraumatiza vítimas e normaliza a violência institucional .
O modelo cívico-militar não apenas militariza a infância, mas cria um ambiente opaco onde abusos são abafados e monitores armados circulam sem a devida supervisão pedagógica. O primeiro lugar no Ideb, por si só, não apaga a falha estrutural na proteção dos estudantes.




