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Postado dia 29/03/2026 às 11:47:37

Como Ratinho Júnior militarizou a educação e ignorou denúncias de assédio

A gestão de Ratinho Júnior (PSD) no Paraná comemora o primeiro lugar no Ideb, mas mantém um modelo educacional controverso: as escolas cívico-militares. O estado lidera o ranking nacional com 345 unidades, porém, por trás do discurso de "disciplina e segurança", escondem-se casos graves de violência e omissão estatal .

Casos recentes expõem a fragilidade do programa. Em Cornélio Procópio, um monitor militar foi denunciado por estupro de vulnerável após tocar em nove meninas de 11 a 13 anos. Mesmo com as denúncias em 2023, o governo estadual manteve o acusado na escola por quase dois anos, transferindo-o apenas para funções administrativas .

A situação se repete em outras cidades. Em Toledo, um militar aposentado apontou uma arma para o rosto de uma funcionária de 65 anos dentro da escola, na frente de alunos. Em Capitão Leônidas Marques, outro funcionário foi denunciado por estupro contra três adolescentes de 12 e 13 anos .

A falta de transparência agrava o problema. Enquanto escolas civis têm dados abertos sobre assédio, a Secretaria da Segurança Pública nega acesso às investigações contra militares, alegando sigilo. Mais de 300 monitores já foram desligados, mas os motivos não são divulgados .

O governo responde com dados de aprovação e recua para o discurso da "melhor educação do Brasil", ignorando que a permanência de acusados no ambiente escolar retraumatiza vítimas e normaliza a violência institucional .

O modelo cívico-militar não apenas militariza a infância, mas cria um ambiente opaco onde abusos são abafados e monitores armados circulam sem a devida supervisão pedagógica. O primeiro lugar no Ideb, por si só, não apaga a falha estrutural na proteção dos estudantes.


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