Política

Postado dia 26/02/2026 às 04:46:34

Corrupção drena bilhões de reais de mais de 100 municípios do Paraná

Entre 2019 e fevereiro de 2026, operações revelaram desvios que somam centenas de milhões já comprovados e estimativas que ultrapassam a casa dos bilhões, espalhados por diferentes cidades e órgãos públicos. Foram 89 prefeitos denunciados em um único esquema, 27 municípios com casos documentados e dezenas de outros investigados. Considerando os vários esquemas, casos de corrupção abrange mais de 100 localidades em todo o estado. Investigações como Quadro Negro e Ductos mostram que, apesar da atuação do Ministério Público, Gaeco e Polícia Federal, a corrupção segue enraizada na máquina pública, atravessando partidos, estatais e gabinetes políticos.

Altônia (2026) – Em 24 de fevereiro de 2026, a ex-secretária municipal de Finanças foi presa preventivamente, investigada por desviar R$ 152,5 mil em 20 transferências para contas pessoais entre setembro e dezembro de 2024.

Curitiba (2026) – Investigações da PF apontam que o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Oliveira Filho, adquiriu um apartamento de R$ 5,3 milhões no luxuoso Seventy Upper Mansion, em Curitiba, com dinheiro desviado de aposentados no esquema da "Farra do INSS". A compra foi registrada em nome da empresa da esposa, que também adquiriu outros três imóveis por R$ 2 milhões. O ex-procurador teve acréscimo patrimonial de R$ 18,3 milhões incompatível com seus rendimentos como servidor.

Cascavel (2026) – O secretário estadual do Turismo e ex-prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, é investigado por suposto esquema de R$ 54 milhões envolvendo empresas familiares. No último dia de mandato, ingressou em construtoras que receberam aportes milionários, o que pode configurar conflito de interesses. O MP investiga o caso sob sigilo.

Operação Lava Jato (2020) – Em 9 de setembro de 2020, a força-tarefa em Curitiba foi prorrogada até janeiro de 2021. Desde 2014, investiga desvios bilionários na Petrobras com ramificações diretas no Paraná.

Operação Quadro Negro (2019) – Em 19 de março de 2019, o ex-governador Beto Richa (PSDB) foi preso. As investigações apontaram desvio de R$ 20 milhões em obras de escolas, com propina semanal paga ao então governador.

Mato Rico (2025) – Em maio de 2025, o prefeito Edelir Ribeiro (MDB) foi preso por fraudes em licitações. Em 28 de maio, houve bloqueio de R$ 1,88 milhão. O esquema envolvia a filha e sobrinha do prefeito em 91 atos de improbidade, com dano de R$ 209 mil.

Bocaiúva do Sul e Região Metropolitana (2025) – Em 14 de outubro de 2025, o Gaeco cumpriu 20 mandados em Bocaiúva do Sul, Colombo, Almirante Tamandaré e Pinhais. Fraude familiar em licitações causou prejuízo de R$ 13 milhões desde 2020, com empresas de parentes contratadas reiteradamente.

Maringá e Mandaguaçu (2026) – Em 25 de fevereiro de 2026, dois soldados e um cabo da PM foram presos. Investigações desde 2023 apontam fornecimento de armas ao crime, forja de flagrantes, desvio de drogas e assassinatos sob encomenda.

Curitiba e Região Metropolitana (2026) – Em janeiro de 2026, a Justiça Federal aceitou denúncia contra organização que movimentou R$ 82,8 milhões com adulteração de combustível e tráfico. Dos 50 postos analisados, 44 entregavam menos combustível e 28 tinham teor de etanol de até 79%.

89 Prefeitos Denunciados (2026) – Em janeiro de 2026, PF e Gaeco denunciaram 89 prefeitos das regiões Sudoeste e Oeste por desvio de emendas parlamentares em esquema de shows. Deputados destinavam emendas e prefeitos devolviam até 25% em propina.

Curitiba (2023-2025) – Áudios vazados de 2023 revelaram "vaquinha" de R$ 3,4 milhões na Sanepar para dívidas de campanha. A Operação Ductos investiga fraudes em licitações. Bairros como Campo Comprido, Cidade Industrial e Santa Quitéria sofreram com falta d'água por obras malfeitas.

Fazenda Rio Grande (2025) – Em 9 de outubro de 2025, o prefeito Marco Marcondes (PSD) foi preso. Câmeras flagraram propina em três ocasiões. O esquema na saúde desviou R$ 10 milhões do município e R$ 40 milhões de outras cidades. Seu patrimônio cresceu 463% entre 2020 e 2024.

Contenda (2025) – Em outubro de 2025, Abrilino Fernandes Gomes, ex-chefe de gabinete de Contenda e ex-assessor da Assembleia, foi preso por intermediar propinas no esquema da saúde com Fazenda Rio Grande.

Pitanga (2025) – Em 28 de maio de 2025, a 2ª Promotoria de Pitanga e o Gaeco de Guarapuava prenderam o prefeito de Mato Rico e seis servidores, com bloqueio de R$ 1,88 milhão.

Ortigueira (2024) – Terra natal do prefeito Edelir Ribeiro, onde ele declarou patrimônio superior a R$ 1 milhão construído durante gestão em Mato Rico.

Guarapuava (2025) – Em junho de 2025, o prefeito Edelir Ribeiro foi recolhido ao sistema carcerário da cidade, sede das investigações contra ele.

Mandaguaçu (2026) – Em 25 de fevereiro de 2026, a cidade foi alvo de buscas no desdobramento da operação contra policiais militares de Maringá.

Umuarama, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa (2019-2026) – Estas cidades aparecem recorrentemente em investigações de fraudes na merenda escolar, desvios na saúde e propina em contratos de pavimentação.


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