Veja Também -
A juíza hot e outros deslizes digitais no Judiciário
TJPR transforma todos os juízes em professores e cria penduricalho de R$ 14 mil por mês
Alunos da rede estadual podem se inscrever no programa Jovem Senador até sexta
Rodoviária de Campo Mourão não tem espaço para alimentação
Incêndio em Paranaguá reacende lembrança da tragédia de Notre-Dame - Veja + Geral
Geral
Postado dia 05/09/2025 às 03:18:54
Do avião misterioso dos EUA aos ataques hackers contra o Pix
A chegada a Porto Alegre (RS), em 19 de agosto, de um Boeing C-32B, matrícula 00-9001, modelo militar utilizado em operações especiais pelos Estados Unidos, em 19 de agosto, é ainda cercada de mistérios.
Considerada por muitos como parte de uma estratégia diplomática ou operação especial, tal movimentação acontece justamente em momento de tensão nas relações Brasil-EUA, especialmente após medidas comerciais impostas pelo governo Trump.
Com o argumento de combater o tráfico internacional de drogas, principalmente vindo da Venezuela, o governo norte-americano enviou pelo menos sete navios dos para o sul do Caribe, incluindo um esquadrão anfíbio, além de 4.500 militares e um submarino nuclear. Aviões espiões P-8 também sobrevoaram a região, em águas internacionais. A operação se apoia no argumento de que o presidente Nicolas Maduro é líder do suposto Cartel de los Soles, classificado pelos EUA como organização terrorista.
Se com Venezuela o problema seria o narcotráfico, já em relação ao Brasil, a hipótese que se levanta: estaria o sistema financeiro nacional sendo alvo de sabotagem cibernética como forma de pressão geoeconômica? O Pix, plataforma de pagamentos instantâneos operada pelo Banco Central, tem sido apontado por analistas internacionais como uma ameaça à hegemonia de empresas americanas no setor de tecnologia financeira. Em meio a esse cenário, quatro ataques hackers de grande escala foram registrados entre julho e agosto de 2025, todos com características sofisticadas e foco em provedores que fazem a ponte entre bancos e o sistema Pix.
O primeiro deles, em julho, atingiu a C&M Software, resultando no desvio de cerca de R$ 800 milhões por meio de manipulação de contas reserva vinculadas ao Banco Central. O segundo, em 29 de agosto, teve como alvo a Sinqia, empresa que conecta instituições financeiras ao Pix, com prejuízo de R$ 420 milhões, sendo R$ 380 milhões desviados do HSBC e R$ 40 milhões da Artta. O terceiro ataque, revelado em 1º de setembro, expôs vulnerabilidades sistêmicas e desviou mais R$ 670 milhões, novamente envolvendo a Sinqia e o HSBC. O quarto episódio, ainda sob investigação, teria sido planejado por meio de grupos no Telegram, com recrutamento de insiders bancários e uso de engenharia social para obtenção de chaves criptográficas.
Nessa terça-feira (2) hackers desviaram R$ 4,9 milhões da fintech gaúcha Monbank. Contra ela, no entanto, a ação atingiu o sistema de TED e não a infraestrutura do Pix. Curiosamente, o ataque se deu contra empresa no Rio Grande do Sul, justamente onde foi parar avião que havia trazido inúmeros diplomatas (ou talvez, espiões ou hackers) dos Estados Unidos.
Diante da coincidência temporal entre a chegada do Boeing C-32B ao Brasil e a escalada dos ataques, somada à natureza encoberta da missão diplomática e ao histórico de operações da CIA em ambientes digitais, não se pode descartar a possibilidade de que agentes disfarçados estejam operando no país com o objetivo de desestabilizar o sistema Pix. Tal hipótese levanta preocupações sobre a soberania tecnológica brasileira e o grau de exposição do Banco Central a interferências externas.




