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Postado dia 15/07/2025 às 00:14:14
Suco de laranja produzido no Paraná pode sofrer impacto com tarifaço de Trump
No Paraná, um dos setores que podem sofrer impacto com a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o de suco de laranja. Em Paranavaí, no noroeste do estado, o país norte americano é o principal destino de produtos, como o sumo da fruta. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, entre janeiro e junho de 2025, foram exportados US$ 10,9 milhões em mercadorias feitas no município.
Para o empresário paranaense Paulo Pratinha, ainda é necessário aguardar para "entender como isso vai funcionar". Ele garante que clientes americanos confirmaram embarques previstos para os próximos dias. O início da cobrança deve acontecer em 1º de agosto, conforme a carta assinada por Trump.
Um dos principais motivos para esperar a movimentação do mercado, de acordo com Pratinha, é o México - principal concorrente do Brasil na produção de Laranja - também entrar na lista de países com tarifas anunciadas por Trump. No caso, 30%.
Neste cenário, o empresário considera que o "bom senso vai ter que imperar", citando os ajustes na base de remuneração da cadeia de produção que podem surgir com a tarifa.
"No fim do dia, se todos acertarem a quantidade de valor que o consumidor americano vai pagar, todo mundo pode sair ganhando. O que a gente não pode é fazer com que o produto chegue caro demais na prateleira do consumidor americano, para que esse drive de crescimento das exportações brasileiras continue e permaneça, independente das tarifas ou não", explicou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.
A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) divulgou ao Fantástico que o Brasil é responsáveis por 34% da produção de laranja, 60% da produção de suco e 75% do comércio internacional. Isso coloca o país como o maior exportador do mundo deste suco.
Atualmente, o suco brasileiro paga US$ 415 de taxa por tonelada exportada aos EUA, que correspondem de 15% a 20% do valor total.
Se a tarifa entrar em vigor, as empresas estimam que os impostos chegariam a 70% do valor das exportações.
"O importador americano precisa do suco brasileiro. Nós precisamos do mercado americano. E nessa hora, nada como a gente lembrar do bom e velho bom senso de todas as partes para que isso tenha um desfecho adequado", disse Pratinha.
A expectativa de Pratinha para a safra de 2025/2026 é de produzir e processar 8 milhões de caixas de laranja. Deste total, 25% será para exportação. Países da Europa e Japão devem ficar com 15%, e os EUA, 10%.
Em uma hipótese de redução de exportação aos EUA, o empresário traça um plano de aumento de venda para a Europa.
"Uma coisa é fato, mercado americano vai continuar precisando do suco brasileiro mais do que nunca", explicou.
A previsão é que entre em vigor no dia 1º de agosto.




