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Postado dia 28/02/2021 às 17:56:52

Diferença de comer em Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru

Em termos de preços populares, o brasileiro já se acostumou com restaurantes self service - de comer de tudo, bastante, e a sua escolha. 

Diferença é que, com pouco dinheiro, no Brasil, come-se bem melhor que em países da América Latina. 

Em economia menos pujantes, prefere-se o que se mata fome, principalmente, custando pouco. 

O que o brasileiro tem como café da manhã (desejum) - o qual, dependendo da situação econômica da família, pode incluir variedade de itens -, para populares de paises vizinhos, o "desayuno" significa, por muitas vezes, o mesmo prato servido no almoço. 

Em Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, mostra-se muito comum comer sopa, na primeira rodada, depois o almoço propriamente dito, com arroz, como o brasileiro está bastante acostumado. 

Em Colômbia, o pão faz parte do dia da população. Padarias se transformam em ponto de encontro, como tradicional pizzaria ou bar da terra de Bolsonaro. 

Nos países anteriormente mencionado, causa certo estranhamento a sopa oferecida que contém caldo muito raro, por excesso de água. 

Em função do alto índice de desemprego e de atividades informais, concorrência se mostra muito acirrada. Por toda parte, assim como por rodovias pelo interior de Bolívia e Colômbia, por exemplo, encontra-se muita gente vendendo comida. Tal fato resulta em menos lucro para cada negócio, tentativa de redução de custos e alto reaproveitamento de comida. 

Panfleto institucional da Embaixada do Brasil em La Paz, na Bolívia, menciona a seus nacionais que "é aconselhado não se alimentar de comida 'in natura', tendo em vista o baixo nível de tratamento nos reservatórios de água. Alimentar-se nos pontos existentes nas ruas também é desaconselhável em virtude da falta de higiene no preparo". 

Em tais paises não há fiscalização mais frequente como se observa da parte da Vigilância Sanitária em cidades brasileiras, por exemplo. Em Medellin, segunda maior cidade de Colômbia, fiscalização fica por conta da Secretaria de Espacio Público que alega não ter pessoal suficiente para tal trabalho. No entanto, tal questão permeia mais o campo de cultura e hábitos, do que propriamente pessoal para execução da tarefa. 

No Peru, comida nas ruas contempla necessariamente um pedaço de frango frito, arroz e algo mais. Custa então mais barato para "enganar" a fome do que em Colômbia e Bolívia. Não se pode esquecer - claro - do ceviche peruano, prato à base de peixe cru marinado em suco de limão ou lima ou outro cítrico.

Dos países mencionados, o Equador apresenta melhor organização, o que reflete nas condições de pontos de venda de comida. Vale a pena saborear um prato de cuy, o porquinho-da-índia assado ou grelhado, encontrado em restaurantes mais caros ou mesmo em pontos de venda na rua, enquanto fica assando na brasa ou espetado. 

Boliviano, colombiano, equatoriano e peruano estão bem acostumados com o termo "sancocho". Trata-de sopa com tubérculos, vegetais e carnes. Mas tal prato ("sancocho de gallina", por exemplo), tem menos carne de galinha e mais água que os padrões da sopa brasileira. 

Claro que não há Colômbia sem "arepa" - que venezuelanos dizem a comida é original de seu país -, da mesma forma que a "bandeja paisa", para a população de Medellin. 

Para quem gosta muito de macarrão, sugestão fica por conta do tallarine verde, no Peru, e aji de fideos, na Bolívia. 


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