Norte do Paraná

Postado dia 08/10/2020 às 18:21:11

80 provas que Luiz Mestiço não é político honesto nem sério

O saudoso advogado e estrategista político assaiense Yoshizaku Fucuda dizia que o jovem Luiz Alberto Vicente era “esperto demais” e “capaz de sobreviver até no deserto”.

No círculo do poder na capital Curitiba, analistas afirmam que o ex-vereador e ex-prefeito de Assai era a pessoa que fazia o trabalho sujo em favor de Beto Richa, o ex-deputado estadual, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, de quem mantém proximidade por mais de 20 anos.

O site Revelia tem condições de fazer tais afirmações, porque acompanhou durante década as incursões de Luiz Mestiço no gabinete do então deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas, Hermas Brandão, de suas reuniões com alto comando da Segurança Pública do Estado do Paraná, de suas andanças por corredores do Tribunal de Contas, do Tribunal de Justiça e demais órgãos. Também acompanhou o político por ocasião de suas várias denúncias contra ex-prefeitos assaiense. Inclusive o responsável pelo Revelia votou em eleição do diretório estadual do PSDB, que deliberava sob a possibilidade de Beto Rocha ser candidato a vice governador na chapa de Roberto Requião. A pesar da aprovação apertada, tal coligação foi rechaçada pelo diretório nacional tucano.

Como forma de pressão para integrar o governo estadual, Luiz Alberto fez chegar à imprensa paranaense que Luiz Abi Antoun distribuía cargos e intermediava contratos entre fornecedores e governo estadual, a partir de escritório montado no Hotel Bourbon, no centro de Curitiba.

O próprio assaiense já relatou em rede social sobre sua amizade com Luiz Abi Antoun e com o empresário Pedro Paulo Midauar, ambos presos, em 2015, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da Operação Publicano, por envolvimento em esquemas de corrupção no governo estadual.

Da análise do perfil de tal político, compreende-se facilmente os quatro anos de mandato (2013/2017) de ataques a seus adversários políticos e a possíveis oponentes ao projeto de reeleição de 2016.

De acordo com a Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1.992, constituem-se, entre outros, atos de improbidade administrativa os que importam enriquecimento Ilícito e causam prejuízo ao erário. Nesse sentido, em função das várias ações de sua gestão, que rendeu dezena de questionamento pelo Poder Judiciário, o ex-prefeito Luiz Alberto não pode ser considerado político honesto.

Pela afronta a liturgia do cargo, do tempo gasto em rede social em órgãos de comunicação pagos com dinheiro público para promoção pessoal e ataque a desafetos políticos, não pode ser considerado como político de seriedade.

A seguir 80 fatos que comprovam o acima alegado:

01. Usou dinheiro público para promoção pessoal e ataques a adversários políticos, por meio da destinação de verba oficial para o site Assaionline e Jornal Metropolitano/rádio comunitária Studio FM, de Assai, e Blog do Chaguinhas/rádio Victoria FM, de São Sebastião da Amoreira;

02. Na rádio Studio FM e ainda pela rede social, proferiu ataques verbais a aproximadamente 30 pessoas, como Jorge Pires, Eduardo Guadagnin e sua filha, deputado Luiz Cláudio Romanelli, prefeito de Santa Cecília do Pavão, Edimar Aparecido Pereira do Santos, ex-vereadores Darlan Rodrigues Araujo, Juninho Torquato e Sílvio Carlos Guadagnin, empresário Thiego Luiz (Meganet), Leno Almeida, Rodrigo Rocha, Mattheus Hermanny, e outros;

03. Gastou R$ 4.000,00 com a empresa Geleia Mob, de Londrina, em 02 de junho de 2016, para desenvolvimento de aplicativo para o município de Assai, que efetivamente nunca funcionou;

04. Com participação de Rogério Lajarim Hernandez e Luiz Cláudio Souza, forjou provas em denúncia de suposta extorsão praticada pelo editor do site Revelia, ação judicial considerada improcedente pelo Poder Judiciário;

05. Ao perder a eleição de 2016, demitiu estagiários e alegava, falsamente, que a recontratação daquele pessoal ainda naquele ano, apesar de vedação por lei, dependeria de concordância do prefeito então eleito Acácio Secci, que tomaria posse somente a partir de 1º de janeiro de 2017;

06. Deixou de exonerar dezenas de servidores em cargos de confiança seus no final do mandato, restando a rescisão de tais contratação para a gestão Acácio Secci, que teve que desembolsar R$ 227 mil;

07. Não quitou dívidas de água, luz e telefone, com pessoal comissionado, débitos com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com empresas que transportavam trabalhadores para a Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, e Muffato, em Londrina, e outros, totalizando mais de um milhão de reais;

08. Inaugurou, em dezembro de 2016, obras de reforma do terminal rodoviário, das escolas do Distrito Pau d' Alho e daquela localizada no conjunto Adamazildo Bomtempo, posto de saúde da Vila Nova Esperança e pista de skate do Parque Ikeda (Zerinho), sem que houvessem sido terminadas, o que resultou em lei proposta pela vereadora Michele Matie Morikawa, proibindo tal prática;

09. Pressionou publicamente vereadores, na rádio comunitária Studio FM, e ofereceu cargo para familiar de presidente de Comissão Especial de Investigação (CPI) para que a Câmara Municipal de Assai cassasse o mandato do então vereador Jorge Torquato Junior;

10. Usou sua influência no Tribunal de Contas para liberar a candidatura da então correligionária Alice Nagata, quando se juntava a seu palanque, em 2004, e barrá-la quando aquela estava ao lado do opositor Juan da Veipa, na eleição de 2012.

11. Mentiu ao Ministério Público sobre a não utilização de recursos públicos em festa de aniversário do município supostamente organizado pelo Provopar, em 2014, o que resultou em arquivamento do procedimento e, reaberto, na sequência, diante do conhecimento da Promotoria de Justiça dos verdadeiros fatos;

12. Utilizou maquinário público em obras de esgoto já licitada e adjudicada por empresa particular, em desrespeito a legislação vigente, fato esse que chegou ao conhecimento do Ministério Público, em declarações do próprio ex-prefeito, em audiência gravada em áudio e vídeo;

13. Contratou empresa fantasma de São Sebastião da Amoreira, empresa Luiz Aparecido Casaçola & Casaçola Ltda (pagamento de R$ 908.855,00, pelo período de 12 meses), que não tinha sede nem funcionários, aberta durante o andamento do processo licitatório, a um mês da apresentação dos envelopes de propostas a administração municipal, sem observância dos dois anos de atuação na área, conforme exigia o edital daquele certame;

14. Contratou o ex-prefeito de Santa Amélia, o médico Roderjan Luiz Inforzato Roderjan, para o cargo de diretor do Departamento de Farmácia do Hospital Municipal de Assai, em 26 de março de 2014, apesar de que aquele gestor havia sido afastado pela Justiça do cargo do chefe do Poder Executivo por pelo menos três vezes em seu município, devido a uma série de irregularidades;

15. Nomeou em cargo de confiança e como estagiários atletas do Assai Futsal, como forma de desvio de dinheiro público para a equipe comandada pela iniciativa privada;

16. Desviou dinheiro e bens públicos para o Assai Futsal, por meio da utilização de veículo da Secretaria Municipal de Educação, pagamento de taxas de arbitragem, concessão de adiantamentos e diárias para funcionários que acompanhavam jogos da equipe em diferentes localidades do Paraná, entre outros;

17. Contratou dezenas de servidores em cargos de confiança, em desacordo com a lei, e desrespeitou termos de ajustamento de conduta (TACs) firmados com o Ministério Público, para a solução de tais irregularidades e realização de concurso público, principalmente na área de saúde;

18. Contratou a empresa Atual Médica Gestão de Saúde, de Quitandinha (PR), envolvida em desvios milionários em Foz do Iguaçu, para atendimento no hospital municipal de Assai, por valores superiores aos até então destinados ao Instituto de Saúde Pró Vida, sem que o novo prestador de serviços tivesse equipamento algum;

19. Sem a devida prestação de contas, gastou quase dois milhões de reais de recursos públicos em festas, sem ainda que a população tenha pagado ingressos em tais eventos, assim como cobrança de estacionamento em vias públicas e organização de bingos pelo Provopar;

20. Intermediou patrocínio da Copel no valor de R$ 30 mil para a equipe Assai Futsal, cujo montante foi inicialmente depositado em conta corrente pessoal da então diretora da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer;

21. Destinou verbas públicas para a Ascamara(Associação de Catadores e Separadores de Materiais Recicláveis de Assai), por meio de aluguel de barracão em nome do amigo Rogério Lajarim Hernandez, imóvel aquele anteriormente de propriedade do próprio Luiz Alberto Vicente, quando fora vendido em leilão da Justiça do Trabalho;

22. Contratou, de maneira irregular, trabalhadores por intermédio de frente de trabalho e os empregou em funções administrativas e em substituição de pessoal efetivo, prática que resultou em ação civil por improbidade administrativa, envolvendo também a então secretária de Assistência Social, Olga Tanno, que simplesmente seguia ordem do antigo chefe, o também denunciado Luiz Alberto Vicente;

23. Aumentou de forma exponencial seu patrimônio, de R$ 3 milhões, em 2012, para R$ 5,8 milhões, em 2020, conforme declaração feita a Justiça Eleitoral, da qual ainda consta a Empresa Luiz Alberto Vicente, de atividade e efetivo funcionamento de desconhecimento notório da população;

24. Ao final do mandato, terminou com contrato de médicos que atuavam no hospital municipal, argumentando, em rede social, por imaginar que o prefeito eleito Acácio Secci não iria precisar de tais profissionais, pois pregava um governo “tudo novo”, ironia essa que foi bem observada pelo Ministério Público em ação judicial contra o ex-prefeito;

25. Contratou o advogado Yoshinori Fucuda para elaborar petição de ação judicial contra a administração Tuti Bomtempo, por suposto crime ambiental, por causa de obras na região do Centro de Eventos Toyosaburo Ikeda, cujo documento ainda se encontra em poder do site Revelia;

26. Gastou dinheiro público com pesquisa de opinião sobre a saúde e hospital municipal, com empresas de consultoria para recuperação de créditos tributários e com assessoria jurídica de Curitiba para orientação a servidores do município, sem a demonstração da real necessidade e de resultados concretos de tais contratações;

27. Utilizou placa reservada, concedida pela Casa Militar do Governo do Paraná, em veículo oficial do município, sem prévia autorização da Câmara Municipal para tal substituição;

28. Não cumpriu promessas de campanha como geração de dois mil empregos com carteira assinada, uniforme gratuito para alunos da rede municipal de ensino, aquisição de estrutura física itinerante para festas realizadas na zona rural e da criação do Conselho da Mulher, entre outros;

29. Articulou a transferência do delegado, Flávio Augusto Junqueira Enout, do comando da 34ª Delegacia de Polícia Civil de Assai para responder pela 33ª Delegacia Regional de São Jerônimo da Serra, porque aquele profissional de Segurança Pública não estava disposto a atender interesses de políticos, conforme declarações do próprio envolvido,em 16 de abril de 2014;

30. Solicitou R$ 10 mil ao médico Francisco Vieira Filho, do Instituto de Saúde Pró-Vida, para que o então vereador Jomar Cardoso entrasse com ação popular contra médicos de Assai que trabalhavam no Hospital de São Sebastião da Amoreira, com patrocínio do advogado Alexsandro Reverte Quinteiro, de Maringá, amigo de Luiz Alberto;

31. Patrocinou ação judicial na eleição de 2004, que resultou na impugnação da candidatura do agricultor José Carlos da Cruz que buscava comandar a prefeitura pela terceira vez;

32. Promoveu malversação de milhares de reais dos cofres públicos com a farra de diárias, com recebimento de valores indevidos e pagamentos duplicados por deslocamentos, conforme apuração do Ministério Público;

33. Ameaçou romper contrato com Limpolon Serviços de Limpeza, de Londrina, responsável pela terceirização de pessoal para o hospital municipal, diante da recusa de recontratação de duas servidoras amigas do então prefeito, situação que resultou em ação judicial imposta pela empresa;

34. Atraiu a rejeição do funcionalismo municipal – principalmente do público feminino – por afirmar em rede social da existência de sofá em administrações de Assai, de gabinete de portas fechadas e sem janelas, insinuando relacionamento de gestores públicos com servidoras;

35. Esteve na campanha eleitoral de 2016, em Santa Cecília do Pavão, em reunião da oposição para atacar o candidato Edimar Santos, que acabou eleito pela terceira vez naquele município, assim como seu irmão, Zé do Caixão, teve êxito em alcançar a cadeira de prefeito em Boa Esperança, enquanto o acusador enfrentou amargo fracasso em sua terra;

36. Durante a campanha de 2012, escondeu o veículo Amarok em propriedade rural em São Sebastião da Amoreira, para evitar cumprimento de busca e apreensão do Juízo da 35ª Zona Eleitoral, diante da denúncia de que portava arma e dinheiro para comprar votos;

37. Após a derrota para o carteiro Acácio Secci, afirmou que se arrependera de ter sido prefeito em 2012, porque o exercício do mandato havia atrapalhado seus negócios, apesar da incrível expansão de seu patrimônio, de R$ 3,3 milhões (2012) para R$ 4,1 milhões (2016) e R$ 5,8 milhões (2020), e ainda de insistir em voltar ao cargo, na tentativa frustrada na eleição passada e, novamente, nesse ano;

38. Na eleição de 2004, distribuiu panfleto apócrifo contra a candidatura a prefeito do empresário Juan da Veipa, associando-o a risco de prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia na Venezuela, assim como envolvimento com armas e droga, fato que nunca se comprovou, mas o afastou da cadeira de chefe do Poder Executivo local:

39. Passou seu mandato destruindo a imagem de quem poderia ser adversário seu na reeleição, como Juninho Torquato, Tuti Bomtempo e Juan da Veipa, mas acabou sendo atropelado pelo inexperiente carteiro Acácio Secci;

40. Apresentou várias denúncias ao Tribunal de Contas de supostas irregularidades da gestão Mário Sato (2001/2004), depois utilizou seus contatos naquela Corte para resolver problemas do médico e contar com apoio como candidato a vice-prefeito em sua eleição em 2012:

41. Durante a campanha de 2008, distribui material apócrifo contra a candidatura de Chico Soares, e denunciou para a Arquidiocese de Cornélio Procópio que a estrutura da Igreja Católica era utilizada para pedir votos para vereador e prefeito;

42. Usou sua influencia junto a Receita Estadual para perseguir desafetos políticos, como os empresários Diego Viana (Assai Car) e Vanderlei Rodrigues dos Santos, o Vandinho do Pau d Alho, que foram candidatos a vereador em palanque da oposição em 2012;

43. Na eleição de 2004, produziu material apócrifo para desestabilizar a campanha do pediatra José Luis Pançan, ao associar o irmão do médico ao cometimento de práticas delituosas, e ainda ofereceu dinheiro ao então candidato Didi do Pau d’ Alho para que desistisse de sua campanha, resultando que, mesmo com 562 votos, seu atual candidato a vice-prefeito em 2020, não conseguisse se eleger, porque seu partido não alcançou o quociente eleitoral;

44. Usava rede social para atacar adversários políticos e ligava para servidores públicos lotados em cargos de confiança para que curtissem e compartilhassem suas publicações, mesmo durante o expediente de trabalho;

45. Após derrota na última eleição, afirmou que não faria oposição sistemática ao prefeito eleito Acácio Secci, mas, ainda ao final de seu mandato, adotou medidas que prejudicaram a população e o novo governo, assim como passou o mandato atacando a vida pública e privada de seu sucessor;

46. Por causa da derrota na eleição de 2016, levou de Assai para São Sebastião da Amoreira a verba de R$ 500 mil destinada para construção de uma campo de futebol society, de emenda do correligionário deputado federal João Arruda;

47. Contratou empresa de São Sebastião da Amoreira, sem qualificação técnica e capacidade financeira, pertencente a irmão de Rogério Lajarim Hernandez, seu amigo e parceiros de negócios, para realização de obras do terminal rodoviário e etapa das 40 casas populares, resultado em prejuízos ao erário devido a ineficiência;

48. Utilizou pedras encontradas em sua localidade em obras de pavimentação na rua José Ulisses Barbosa, antiga avenida Industrial, que contava com recursos de convenio com o governo estadual;

49. Invadiu condomínio de luxo em Londrina, onde morava o então candidato a prefeito de Assai, empresário Juan da Veipa, para fotografar sua casa sem permissão, deixando seu veículo Amarok para trás, e fugindo escondido no porta-malas de outro automóvel;

50. Na eleição de 2012, declarou como sua e avaliou em R$ 1,5 milhão, uma fazenda de 10 alqueires até então em nome de empresa de Luiz Abi Antoun, que teria custado R$ 230 mil, em parcelas, e registrado em seu nome tal imóvel somente em abril de 2015, após a prisão de seu amigo lobista pelo Gaeco, restando saber sobre qual valor teria sido recolhido o ITBI (Impostos de Transmissão de Bens Imóveis) aos cofres do município;

51. Ainda como interferência no processo que pretendia cassar o mandato do então vereador Jorge Torquato Júnior, contratou o advogado Guilherme de Sales Gonçalves, o mesmo que atuou também em sua defesa, em grau recursal, em ação julgada improcedente contra o editor do site Revelia, por suposta tentativa de extorsão;

52. Em ação popular movida pelo então vereador Jomar Cardoso, contra médicos de Assai, contratou o advogado Alexsandro Reverte Quinteiro, de Maringá, seu amigo, o mesmo que assinou feito contra o ex-prefeito de Assai, Tuti Bomtempo, demanda aquela julgada improcedente pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná;

53. Atuando como lobista, já defendeu interesses da família Khoury, de Londrina, Sperafico, de Toledo, Muffato, de Cascavel, tendo recebido o veículo Jetta 0 km, em 2007, pela liberação de carregamento de madeira que estava apreendido no Porto de Paranaguá;

54. As vésperas da eleição de 2016, enfrentava dificuldades para alugar a casa localizada na rua Riichi Tatewaki, tendo conseguido somente por causa do avalista Paulo Yoshida, em nome de quem esteve registrada o veículo Amarok branca, e ainda possuía a mansão da rua Conrado Medeiros, nas proximidades do antigo Fórum, imóvel que agora pertence ao ex-prefeito, devido ao trabalho de lobista;

55. Devido a sua influencia e contatos no Tribunal de Contas, na política e na Justiça do Paraná, o ex-prefeito ganha apoio pelas facilidades obtidas para outrem, como para o empresário Juan da Veipa, família do ex-prefeito e ex-deputado estadual Severino Félix Pessoa, ex-prefeito Mário Sato, e outros;

56. Na eleição de 2012, o conselheiro do Tribunal de Contas, Durval Amaral, participou de ato de campanha do então candidato Luiz Alberto Vicente, em conduta vedada pela Lei Complementar nº 113, de 15 de dezembro de 2005 (Lei Orgânica do TCEPR), o que também impede que aquele julgue conta de desafetos políticos de Luiz Alberto Vicente, por ter interesse na causa, em favor do amigo de longos anos;

57. Sua gestão elaborou parecer jurídico falso em favor de Flávio José de Amorim, servindo de prova em ação penal, em grau recursal no Tribunal de Justiça, que o absolveu, revertendo o afastamento do cargo de motorista da prefeitura e possibilitando a eleição do correligionário a vereador;

58. Denunciado pelo Ministério Público, juntamente com o então presidente da Câmara Municipal, Sílvio Carlos Guadagnin, devido a aprovação de lei alterando zoneamento de área próxima ao residencial Cidade Alta, para beneficiar justamente imóvel de sua propriedade, aquele que, por determinado período, encontrava-se em nome de empresa do amigo Luiz Abi Antoun, o lobista preso pelo Gaeco;

59. Durante festas supostamente organizadas pelo município, utilizou servidores públicos para venda de ingressos e de camarotes, durante horário de expediente, em eventos explorados por terceiros, com contrapartida de dinheiro dos contribuintes, sem a devida prestação de contas;

60. Luiz Alberto Vicente se diz amigo do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça, Cláudio Nunes Nascimento, o advogado que atuou no processo que investiga o incêndio criminosa na indústria Embratec, em Assai, cujos sócios se livraram da prisão porque, propositadamente, servidor do Poder Judiciário de segundo grau publicaram acórdão omitindo nome de um dos condenados, levando a prescrição do crime. Cláudio Nunes é o mesmo que já esteve em Assai em defesa de Luiz Alberto Vicente em determinada ação judicial;

61. Na eleição de 2020, declara a Justiça Eleitoral que tem somente ensino fundamental, informação diferente daquela fornecida para ocupar o cargo de diretor do DETO e da Ceasa Paraná, que são exclusivos para pessoas com formação em ensino superior;

62. Utilizou veículo público para ir até a rádio Cabiúna AM, de Bandeirantes, para atacar a gestão do então prefeito Celso Silva, e ainda produziu declaração falsa, ao receber diárias por supostamente se encontrar em Curitiba naquela data;

63. Durante o pleito eleitoral de 2016, buscava dinheiro em Londrina, em empresas que prestavam serviços ao governo estadual, como aquela que alugava veículos para a administração Beto Rocha, justamente de onde vieram as Kombi usadas em sua campanha em Assai, sendo que grana ficava escondida em porta-malas de carro na garagem da casa de Rogério Lajarim Hernandez, seu amigo e parceiro de negócios;

64. Quando Luiz Alberto Vicente perdeu a eleição a prefeito em 2004, Paulo Utsunomiya, o Sururu, era um de seus poucos amigos, para quem dava carona para Curitiba, pagava todas as despesas, no entanto, chegando ao poder em 2016, o então prefeito teve a coragem de expor o amigo nos microfones da rádio Studio FM, dizendo que aquele vivia pedindo emprego na prefeitura para o filho;

65. A administração 2013/2016 pretendeu afastar de licitação o empresário Márcio Veroneze, com a argumentação de que sua irmão trabalhava na prefeitura, enquanto, de forma gritantemente ilegal, concorda com a contratação da Sanetran, comandada em Assai por Ed CarlosJanegitz, esposo da servidora Céria Mieko Hashimoto, da área do Meio Ambiente, que, em nome do município, tem poder de polícia, em relação às atividades daquela empresa.

66. Por causa de comentários desfavoráveis a sua administração, Luiz Alberto Vicente agrediu o jovem Rodrigo Rocha e, em outra ocasião, esteve na rádio Terra Nativa AM para ameaçando o comunicador Augusto Freitas;

67. Em microfones da rádio comunitária Studio FM, afirmou que, quem tivesse alguma reclamação a fazer, poderia ir até lá que pagaria o táxi, no entanto, estando já nas proximidades, a moradora Maria Farias resolveu se queixar da saúde e teve péssimo trato por parte do ex-prefeito;

68. No período 2013/2016, registros do Provopar indicam movimentação financeira de tão somente R$ 700,00, apesar da organização de eventos milionários, da cobrança de estacionamento em vias públicas e realização de bingos;

69. Tentou intimidar vereadores para que cassassem o mandato do prefeito Acácio Secci, e a estratégia só não deu certo por causa de gravação telefônica do empresário e correligionário José Miguel de Lima, o Tatu, que veio a público;

70. Ameaçou o vendedor ambulante Ailton Avanil da Silva, o Irmão, porque ele teria mudado de partido e iria apoiar o empresário Juan da Veipa, assim como por causa de discursos seus em palanque da oposição;

71. Foi o principal beneficiado de perfil falso na rede social, identificado por única foto extraída de banco de imagem publicitária, o “fake” Paulo Franco, que insistentemente o promovia até o primeiro semestre de 2020, quando o suposto autor de tais publicações teria falecido;

72, Usou espaço na rádio comunitária Studio FM para pressionar a Polícia Militar para que atuasse em operações contra seus desafetos políticos;

73. Como lobista, atuou em favor do vendedor da área onde funciona a Clínica da Mulher e a Biblioteca da Indústria do Conhecimento – SESI e contra os interesses do município de Assai, fazendo com que, em nova avaliação tardia, o preço do imóvel subisse um pouco mais, por causa de casa de madeira existente no local;

74. Conforme política do “bate e esconde a mão”, encaminhou ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná denúncia assinada pelo empresário José Miguel de Lima, o Tatu, em expediente semelhante ao utilizado em gestões anteriores, utilizando-se de professores em referencia a recursos do Fundeb, por exemplo;

75. Expos, em rede social, os empresários Juan da Veipa e Edimar Aparecido Pereira dos Santos, prefeito de Santa Cecília do Pavão, que tem funerária em Assai, por causa de mato em lote de seus negócios,em uma demonstração do caráter perseguidor e antidemocrático da gestão 2013/2016;

76. Por intermédio de pessoas lotadas em cargos de confiança, na tentativa de manter seus privilégios na gestão seguintes, quis obrigar que servidores públicos – assim como trabalhadores da Educação – fizessem “boca de urna”, ou seja, pedissem votos no dia da eleição, atitude essa que provocou efeito contrário;

77. Passou quatro anos de mandato tentando impor sua “verdade” em programa de rádio apresentado por Devonir Custódio, da Studio FM, que recebia verbas públicas, sem dar oportunidade para versão de vozes discordantes, que tiveram oportunidade de se manifestar tão somente no dia da eleição, com o voto contrário nas urnas, causando sua derrota;

78. Expôs publicamente, na rádio Studio FM, o sogro do vereador Waldenei Cebolinha Simões, o Bigode do Pastel, pela forte enxurrada vindo de lote localizado em frente a antiga Assaimenka, esquecendo-se que a situação era pior, antes das melhorias realizadas por lá, principalmente quando o imóvel pertencia ao próprio ex-prefeito Luiz Alberto Vicente;

79. Em fevereiro de 2016, afirmou que “Em município pequeno o funcionário tem que bater o escanteio e cabecear. Ele [funcionário] não tem que ficar só em uma função, o município é carente e precisa que o funcionário trabalhe mais de um local”, ao ser questionado sobre irregularidades na contratação de pessoal, considerando que a chefe do Cemitério passava o dia no Hospital Municipal, o chefe da Divisão de Trabalho era medidor de terra e a chefe das Academias Públicas para Idosos dava expediente na Farmácia Municipal, havendo pelo menos onze casos parecidos;

80. Na eleição de 2016, pregava que ganharia a disputa para prefeito de Assai, porque teria 80% dos votos da população, o que efetivamente não ocorreu, sinal de que o troco a perseguição, a prepotência e ao ódio vem na hora certa, em silencio, como deve ocorrer novamente em 15 de novembro de 2020.


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