Norte do Paraná

Postado dia 21/06/2019 às 12:02:07

Luiz Alberto Vicente perseguiu Dr. Mário, Tuti, Zé Carlos, Pançan e Chico Soares

À época que foi prefeito de Assaí (2013/2016), Luiz Alberto Vicente vivia se dizendo vítima de "denuncismo infundado".

No entanto, sua trajetória pessoal é marcada por perseguição política aos então prefeito José Carlos da Cruz, Mário Sato e Tuti Bomtempo, ex-vereadores Januário Silvério de Souza, Sílvio Carlos Guadaguini, Chico Soares e Darlan Araújo, e médico José Luiz Pançan.

Só porque em 29 de abril de 2014, o então vereador Sílvio Carlos Guadaguini havia cobrado obras de melhorias em trechos de estradas rurais das seções Maracatu e Paineira, o prefeito à época Luiz Alberto Vicente comentou, durante entrevista ao Jornal Metropolitano, da rádio Studio FM, que seu governo contava com o apoio de "sete vereadores e meio".

Silvinho Guadaguini também teve que recorrer à Justiça, obtendo liminar favorável concedida em mandado de segurança pela juíza Ângela Tonetti Biazus, porque Luiz Vicente queria afastá-lo do PSDB por suposta infidelidade partidária. A polêmica se deu porque Silvinho se elegeu presidente da Câmara com os votos de partidos que não faziam parte da coligação pela qual foi eleito - PSDB/PDC. A coligação do então prefeito Luiz Vicente tinha cinco dos nove vereadores e venceria a disputa se contasse com o voto do correligionário.

Às vésperas da eleição de 2004, Luiz Alberto arrumou advogado para elaborar ação judicial, que foi assinada pelo editor do site Revelia, resultando na impugnação da candidatura a prefeito do agricultor José Carlos da Cruz.

Luiz Alberto também produziu material apócrifo, no pleito de 2008, com o argumento de que estrutura da Igreja Católica era utilizada para eleição do então candidato a vereador Francisco Soares Neto.

Para prejudicar o empresário Michel Angelo Tuti Bomtempo, a suposta vítima do "denuncismo infundado" também produziu panfleto apócrifo citando que o ex-prefeito havia desistido de implantar balsa no rio Tibagi, ligando Assaí a Londrina, porque teria recebido dinheiro da Econorte para construir sua nova casa.

O médico José Luiz Pançan também foi vítima de leviandades, por meio de papel xerocado, com especulações de ligação de seu irmão com entorpecentes.

Quando o médico Francisco Vieira Filho, natural de Catolé do Rocha (PB), chegou a Assaí, em 2013, o cidadão Luiz Alberto Vicente distribuiu panfletos na cidade, dizendo que a contratação do Instituto de Saúde Pró-Vida para comandar o hospital municipal teria sido escolha pessoal da então vice-prefeita Albanira Figueiredo Pançan, para beneficiar seu conterrâneo, pelo simples fato de ela ser de Campina Grande, também na Paraíba.

Logo depois, Luiz Alberto Vicente procurou Dr. Vieira com pedido de R$ 10 mil para pagamento de honorários do advogado Alexandro Reverte Quintieri, de Maringá, para que o ex-vereador Jomar Cardoso (falecido em agosto de 2016) entrasse com ação popular contra médicos de Assaí que trabalhavam em São Sebastião da Amoreira. Da conversa a tal respeito ocorrida no pátio da antiga Teka, participou também o editor do site Revelia, encontro aquele que tem também outras testemunhas presenciais, que ainda acompanharam a movimentação à distância.

Em 14 de agosto de 2008, a pedido de Luiz Alberto Vicente, o advogado Yoshinori Fucuda elaborou Representação por Descumprimento de Legislação Ambiental contra a administração Tuti Bomtempo, que estaria jogando lixo em parte da área onde viria a abrigar o Centro de Eventos Toyosaburo Ikeda. No Ministério Público, aquela petição havia sido recebida pela então estagiária Vivian Fujikawa Santos. Quase 11 anos depois, o site Revelia ainda guarda aquela petição de 13 páginas já amareladas pelo tempo.  

Já em era de popularização da internet, em 2017, Luiz Alberto Vicente fez insinuações de que contratação pela gestão Acácio Secci mantinha ligação com o médico Francisco Vieira Filho, devido ao fato de que a empresa C.I.S - Centro Integrado em Saúde Ltda, de Santa Mariana (PR), era de responsabilidade do médico Glauber Garbim Vieira da Silva.

Perseguição política perpetrada por Luiz Alberto Vicente envolve ainda Darlan Rodrigues Araújo (vítima de ofensas pessoais em emissora de rádio e redes sociais por causa do apoio ao adversário Juan da Veipa), José Miguel de Lima, o Tatu ( a quem foi atribuído a falta de pagamento de impostos municipais, pelo simples fato de ele ter cobrado melhoria em rua frente a seu estabelecimento comercial), Jorge Pires Corrêa (que supostamente queria emprego público, pois isso ficava cobrando melhorias no asfalto da rua de sua casa), entre outros.

Ainda em março de 2009, requerimento do ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Assaí, Luiz Alberto Vicente, propunha a criação de Comissão Especial de Investigação para apurar suposta má utilização de recursos por porte do Poder Legislativo local. O autor daquele requerimento solicitava da Câmara investigação em relação a gestões dos ex-presidentes Januário Silvério de Souza e de Antônio Menegildo Gavião Manoel.

O mesmo Luiz Alberto Vicente - que queria apurar suposta má gestão na legislatura 2005/2009 - é atualmente alvo de investigação pelo Ministério Público do Estado do Paraná por semelhante prática durante o período 2013/2016. Apuração inicial dá conta de que o ex-prefeito “utilizou erroneamente, com o intuito de tirar proveito econômico para si, incorrendo em ato de improbidade administrativa, ao mesmo tempo de ter recebido a diária para fazer face às suas despesas com hospedagem, alimentação e demais necessidades em suas viagens, procedia o custeio, e o posterior requerimento de ressarcimento dos valores gastos”.

O levantamento aponta uma série de inconsistências em procedimentos de diárias, adiantamentos e ressarcimentos que demonstram suposta prática ilícita da gestão do ex-prefeito Luiz Alberto Vicente, do PSDB (2013/2016), que teria causado sérios danos aos cofres do município de Assaí. As irregularidades foram constatadas pela administração Acácio Secci, em decorrência de apuração inicial feita pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

 

PARA SABER MAIS:

Investigada fraude das diárias de prefeito da gestão 2013/2016 em Assaí 

Em quatro anos, ex-prefeito Luiz Alberto Vicente viajou 310 dias do mandato

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