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Postado dia 03/12/2016 às 19:32:58

'Agora vai começar o meu pesadelo, o meu sofrimento'

Depois de se surpreender ao ouvir o nome do filho Danilo cantado por todo o estádio, dona Ilaídes, que deu demonstração de solidariedade e emocionou novamente com seus gestos de carinho, foi arrebatada pela dor da perda. Ao final do velório, ela quase desabou, ao contar que seguiria pra Cianorte, cidade natal do filho.

“Até esse momento eu estava em pé. Mas agora vai começar o meu pesadelo, o meu sofrimento. Estou indo para cidade do meu filho, onde nasceu, onde foi criado, para enterrá-lo. Vocês me desculpem mas não estou conseguindo suportar. Eu preciso ir…”

“Isso aqui é uma mãe que está abraçando. É uma mãe que está dando esse carinho agora. Eu estou sofrendo com a morte do meu filho, mas eu tenho certeza que a dor no coração de cada um de vocês é igual ou maior.” A senhora Ilaídes Padilha, mãe do goleiro Danilo, ídolo e titular da Chapecoense, chegou nesta sexta-feira a Chapecó e, como a maioria dos familiares das vítimas do acidente aéreo da última terça-feira, tem que encontrar forças para falar sobre a dor que sentem a centenas dejornalistas que se revezam em entrevistas. Ilaídes, porém, inverteu os papéis. Pediu a Guido Nunes, profissional do canal por assinatura SporTV, que respondesse o que ele sentia ao perder amigos e colegas de trabalho (a tragédia na Colômbia vitimou 21 profissionais de imprensa).

A reação você vê abaixo:

Após um longo abraço, Guido não conseguiu retomar a fala. Estava em prantos. Mas dona Ilaídes continuou a confortar o jornalista e explicou aos demais repórteres que acompanhavam a tocante cena a importância do trabalho da imprensa nesse momento difícil. “A imprensa ficou na frente da minha casa desde terça-feira de manhã. Ficaram me dizendo: ‘Mande-os embora, são paparazzi’. Não são. Foram eles que fizeram a carreira do meu menino. Eles estão pedindo se podem ficar ali, pedindo por uma entrevista.”

Mãe de jogador, evidentemente, acompanha as notas atribuídas aos atletas após cada partida. Dona Ilaídes não era diferente. Ficava feliz com uma boa nota, irritava-se com um mau conceito. “Lá em casa demos um apelido a vocês: os cornetas. Mas foram os cornetas quem fizeram do meu filho um ídolo. Então não poderia deixar de dar uma entrevista.”

de VEJA

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