Jacarezinho

Postado dia 12/10/2013

Comitê técnico pretende evitar mau uso da rede de esgoto

A cidade de Jacarezinho, no Norte Pioneiro, criará nos próximos dias um comitê técnico para garantir o bom uso da rede coletora de esgoto. Mesmo com mais de 93% de cobertura com coleta e tratamento de esgoto, a população não está usufruindo integralmente do benefício deste serviço devido ao mau uso e à ação de vândalos. Pedras em poços de visita da Sanepar e o lançamento de água de chuva na rede de esgoto estão entre as principais causas de obstrução e extravasamento da rede, com impactos importantes na saúde pública e no meio ambiente. 

O assunto foi debatido nesta quinta-feira (10) em reunião que contou com a presença do prefeito Sérgio Eduardo de Faria, secretários municipais, representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Polícia Ambiental - Força Verde, além de técnicos da Sanepar. O relatório de vistorias apresentado revela a existência de 10 pontos onde ocorrem, de forma reincidente, a obstrução e o extravasamento em poços de visita, além de 923 imóveis com ligações irregulares na rede de esgoto. 

Entre os problemas que ocorrem nas ligações da cidade estão a falta da caixa de gordura, o lançamento de esgoto na galeria de águas pluviais, o uso de fossa séptica - mesmo com a rede coletora disponível - e o lançamento de água de chuva na rede da Sanepar, em diferentes regiões da cidade. 

O prefeito afirma que vai estender o trabalho e nomear técnicos de outras secretarias para integrar o comitê. “Vamos convocar também a população a fazer parte e colaborar para a solução deste problema, que é grave”, afirmou. Ele considera que o município está bastante adiantado na questão do saneamento em função dos índices de atendimento e atribui este resultado ao trabalho da Sanepar. “É, sem dúvida, uma empresa de atuação reconhecida e preocupada com o bem-estar e a saúde da população”, disse. 

O gerente regional da Sanepar, Gandy Ney de Camargo, avalia que a primeira reunião para tratar do assunto de forma integrada foi bastante positiva. Ele destaca a manifestação imediata de cada secretário a favor da constituição de um comitê e da integração de forças para solucionar o problema, que é crônico na cidade. “Neste primeiro momento, estamos empenhados na conscientização da população de que os prejuízos ambientais e para a saúde podem ser evitados”, ressalta. 

MANUTENÇÃO – Para evitar os impactos por mau uso da rede coletora de esgoto, a Sanepar busca detectar pontos de obstrução por meio de telediagnóstico, feito com um tubo iluminado com microcâmera de vídeo introduzido na tubulação. Para identificar se há rompimento da rede de esgoto e alguma interferência nas galerias pluviais é utilizado um equipamento que emite fumaça. O trabalho é realizado para manutenções preventivas e corretivas, situações em que também é utilizado o caminhão de hidrojateamento para a lavagem e retirada de resíduos da rede. 

As vistorias nos imóveis são feitas apenas com a autorização do morador. Elas possibilitam detectar, a partir do lançamento de corantes biodegradáveis em ralos e vaso sanitário, o destino dado para o esgoto. Na ação, um técnico permanece na rua observando se o corante passa pela rede da Sanepar, se escorre pela rua ou tem outro destino. A equipe, que tem como premissa orientar o morador a regularizar a situação, também notifica as irregularidades. 

NA PRÁTICA – O comitê deve apresentar o diagnóstico da rede a lideranças de bairros, diretores e professores de escolas e lideranças religiosas. A primeira ação do grupo deve acontecer ainda neste mês, com a notificação, pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, de todos os moradores dos imóveis em que a Sanepar constatou irregularidade. Cada proprietário receberá um novo aviso para que regularize a situação. 

Também participaram da reunião com a Sanepar os secretários municipais de Assistência Social, Sidnei Ferreira; de Administração, Fernando Faleiros; de Desenvolvimento Urbano, Nilton Batista Prado; de Conservação e Limpeza Urbana, Luiz Carlos Martoni; e de Agricultura, João Paulo Carretero, além do diretor de Meio Ambiente, Ricardo Aguiar. Também estiveram presentes o fiscal do IAP na região, João Rocha Loures, e o sargento Márcio Onisko da Silva, da Polícia Ambiental – Força Verde de Jacarezinho. Todos irão integrar o comitê técnico, que poderá ter a participações de outras instituições da cidade. 

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